DECRETO N

DECRETO N. 7.166 – DE 12 DE MAIO DE 1941

Aprova o Título VI – Instrução técnica relativa à peça, seção e ao esquadrão de metralhadoras e engenhos – do 2º volume da 1ª parte do Regulamento para os Exercícios e o Combate da Cavalaria.

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 74. letra a, da Constituição,

Decreta:

Artigo único. Fica aprovado o Título VI – Instrução técnica relativa à peça, secção e ao esquadrão de metralhadoras e engenhos – do 2º volume da 1º parte do Regulamento para os Exercícios e o Combate da Cavalaria, que com este baixa assinado pelo general de divisão Eurico Gaspar Dutra, ministro de Estado de Guerra.

Rio de Janeiro, 12 de maio de 1941; 120º da Independência e 53º da República.

Getulio Vargas.

Eurico G. Dutra.

REGULAMENTO PARA OS EXERCÍCIOS E O COMBATE DA CAVALARIA

TÍTULO VI

Metralhadoras e engenhos

CAPÍTULO I

Evoluções das unidades de metralhadoras e engenhos

ARTIGO ÚNICO

PRINCÍPIOS GERAIS

1. Os princípios gerais das evoluções expostas no Título II, da 1ª Parte - 2º Vol. do R.E.C.C. são aplicáveis às unidades de metralhadoras e de engenhos a cavalo; da mesma forma, as prescrições dos Títulos III, IV e V, do mesmo Regulamento, relativas às formações e evoluções da esquadra, do grupo de combate, do pelotão e do esquadrão, são aplicáveis às unidades de metralhadoras e engenhos correspondentes (esquadra, peça, secção, pelotão e esquadrão), quando não estejam em contradição com as prescrições especiais do presente Título.

– Durante as marchas e as evoluções, o lugar das unidades de metralhadoras e de engenhos, adstritas a uma tropa de cavalaria, é fixado pelo comandante desta tropa, de acordo com as circunstâncias, mas modo  que as metralhadoras e as peças de canhão contra carros fiquem sempre em condições de atuar imediatamente; na progressão para o inimigo, a maioria destes órgãos de fogo deve estar entre duas frações da festa do dispositivo da tropa; na execução de um retraimento as unidades de metralhadoras e as peças de canhão contra carros marcham com as últimas  frações; quando um flanco estiver ameaçado, atribuem-se unidades de metralhadoras e canhões contra carros às frações escalonadas neste flanco.

– Na instrução e durante os exercícios de emprego das unidades de metralhadoras ou de engenhos e das peças de canhão contra carros é formalmente proibido, salvo em caso de revista ou parada, colocá-las na cauda de uma coluna.

– As unidades de metralhadoras e de engenhos utilizam, enquanto possível, as estradas e caminhos; escolhem sempre, o terreno que mais lhes facilite a marcha. Tomam, por imitação, simultânea ou sucessivamente, formações análogas às da tropa em que estão enquadradas. Por ocasião de uma formatura, colocam-se à esquerda da mesma, se não forem dadas ordens em contrário.

– Durante as marchas de aproximação, o comandante de uma unidade de metralhadoras ou de engenhos, acompanhado de seu pessoal de comando, mantem-se na proximidade do comandante da tropa a quem está subordinado. A unidade de metralhadoras ou de engenhos é, então conduzida por seu substituto.

Além dos comandos por gestos, constantes da 1ª Parte – 1º Vol. do R.E.C.C., utilizam-se, nas unidades de metralhadoras e de engenhos os seguintes:

"Homem a homem – Em posição,"' Antebraço colocado  horizontalmente acima da cabeça, (fig. 1).

Anexo figura

CAPÍTULO II

Instrução individual a cavalo do servente de metralhadoras e engenhos 

ARTIGO I

SERVENTE

2. A  instrução  individual do servente a cavalo  é a mesma ministrada aos cavaleiros da fileira. 

– Dever-se -á , todavia, insistir nos seguintes exercícios, que terão aplicação imediata na escola da peça:

1º saltar rapidamente em terra e a  cavalo;

2º sair da fileira;

3º conduzir ao passo ao trote, 1 e até 4 cavados de mão.

ARTIGO II

C O N D U T O R

3. A. escola do cavaleiro condutor tem por objeto habituar os condutores a conduzirem seus cavalos de mão em todas as andaduras e em direções determinadas.

ARTIGO III

INSTRUÇÃO PREPARATÓRIA.

4. Para transportar seu material as unidades de metralhadoras e de engenhos precisam de animais de carga bem adestrados no trabalho a dorso e resistentes para suportarem grandes marchas em terrenos difíceis. Para isso é necessário o trabalho constante, aumentado progressivamente, até satisfazer as exigências da guerra.

– O peso das cargas exige que os animais sejam muito bem arreados; a instrução respectiva será, portanto, objeto de máximo cuidado.

 – O perfeito estado do arreamento, bem como o seu correto ajustamento ao animal, são condições essenciais para que não haja feridas ou pisaduras; não basta respeitar o limite da carga admissível: é imprescindíveis que ela esteja sempre bem disposta, de modo a não maltratar o animal.

Embridamemto – Para embridar, o condutor (estando o animal na baia, volta o mesmo, de maneira que fique com a cabeça para a saida) toma a cabeçada, pela cachaceira, na mão esquerda e o meio das rédeas na mão-direita; levanta a mão direita sem precipitação e sem vacilar, passando as rédeas no pescoço do animal; muda a cabeçada para a mão direita e segura o bocado na mão esquerda, palma da mão para cima; levanta a mão direita até a altura do topete; mete o dedo polegar da mão esquerda no canto da boca do cavalo, obrigando-o a abrir a boca, e introduz o bocado; feito isto, levanta a mão esquerda até a altura da cabeça e, com ajuda da mão direita, passa a cachaceira atrás das orelhas, começando pela direita. Em seguida ajusta a testeira, afivela a cisgola de maneira que possa passar a mão fechada entre ela e a garganta.

Encilhar – Quando vão encilhar, os condutores devem ter os seus animais na formação determinada, a cinco passos atrás do material. As cangalhas serão colocadas um passo atrás e à esquerda do animal respectivo, sobre as bolsas armadas em cavalete; peitoral, retranca e cilha dobrados por cima da cangalha.

– O 1º municiador segura o animal pelas rédeas do bridão ficando ao lado esquerdo e na altura do garrote, voltado para o animal.

– O condutor, com ambas as mãos, segura a cangalha e, pelo lado esquerdo, coloca-a suavemente no dorso do animal. Em seguida passa a cilha para o lado direito, onde a segura o 2º municiador, que o está auxiliando; o 2º municiador ajeita melhor a cangalha, se for no caso e em seguida, por baixo da barriga do animal, entrega a ponta da cilha ao condutor, que então ajusta-a e prende-a; em seguida coloca o peitoral, ao mesmo tempo que o 2º municiador faz o mesmo com a retranca.

 – O ajustamento da cangalha sobre o dorso do animal deve ser feito com bastante cuidado; nunca essa peça deve ser colocada de modo a tolher a liberdade de movimento do animal. O peitoral e a retranca não devem ser muito apertados, principalmente a última, para não ferir o animal.

– As cilhas devem ser colocadas de chapa em toda a sua extensão e apertadas de maneira que impeçam, tanto quanto possível, a oscilação da cangalha.

 – O condutor, depois de receber os cavalos de mão, levanta o braço esquerdo verticalmente, dizendo em voz alta: “Tal cavalo de mão – Pronto!”.

 Desencilhar – Procede-se de modo inverso ao de encilhar, tendo-se o cuidado de colocar o peitoral, a retranca e a cilha sobre a cangalha e não tocar com esta a anca do animal.

Desembridar – Pode-se proceder de duas maneiras diferentes: retira-se o bridão propriamente dito, desprendendo-o dos ganchos da cabeçada a que está preso pelas correntes, deixando o animal somente com a cabeçada, seguro pela guia; ou então retira-se o conjunto bridão-cabeçada, procedendo-se de modo inverso ao de embridar; neste caso o condutor desafivela a cisgola e, com a mão esquerda, liberta a orelha esquerda, em seguida a direita, depois do que retira a cabeçada segurando-a pela cachaceira.

Posição e movimentos com o cavalo de mão

5. Estando o condutor a pé, segura com a mão direita o cavalo de mão pela rédea bem curta, e, juntamente com a extremidade desta, a de sua montada com a mão esquerda; e assim coloca à sua direita o cavalo de mão e à esquerda a sua montada.

A cavalo – À voz de “Preparar para montar!” – o condutor desloca-se para a esquerda de sua montada, tendo o cuidado de passar a guia do cavalo de mão por cima da sua montada, na altura do garrote, onde ajusta as rédeas da sua montada, como determina o regulamento na escola do cavaleiro.

– À voz de “A cavalo!” – o condutor age como na escola do cavaleiro, passando a guia do cavalo de mão tambem para a mão esquerda.

– Chamar a atenção do animal – Para este fim o condutor eleva a mão direita, obrigando o animal a levantar a cabeça. Procede-se desse modo sempre que se tiver de iniciar um movimento.

– O condutor adverte e impulsiona o cavalo de mão por meio do chicote, passando a rédea deste cavalo tambem para a mão esquerda.

Marchar e parar – Ao comando: “Em frente (andadura) – Marche!” – o condutor chama a atenção do animal e inicia a marcha, baixando um pouco a mão direita; ao mesmo tempo atua a sua montada, fazendo-a partir ao mesmo tempo que o cavalo de mão.

– Alto – Ao comando : “Alto!” – o condutor para a sua montada e faz pressão na guia do cavalo de mão da frente para trás.

– A pé – Ao comando: “Preparar para apear!” – o condutor alonga a guia do cavalo de mão,  afastando a sua montada para a esquerda deste, e procede como na escola do cavaleiro a cavalo, tendo o cuidado de passar a guia do cavalo de mão para a mão esquerda.

– Ao comando : “A pé!” – o condutor apeia como está prescrito na escola do cavaleiro a pé e vai se colocar entre a sua montada e o cavalo de mão.

– Recuar – Ao comando: “Recuar – Marche!” – o condutor levanta a mão direta e puxa o cavalo de mão para trás e ao mesmo tempo age com a sua montada, de acordo com o que está prescrito na escola do cavaleiro. E ao comando: “Alto!” – o condutor faz cessar a ação tanto com o cavalo de mão quanto com a sua montada.

– Voltas – Ao comando; “À direita (esquerda) – Marche!” – o condutor leva sua montada, de acordo com a escola do cavaleiro, à nova direção e com o auxílio da guia obriga o cavalo de mão a seguí-lo neste movimento.

– Ao comando: “Meia volta individual !” – o condutor executa duas esquerda-marche, até ficar com a frente para a retaguarda.

– Marchas – Durante a marcha o condutor mantem-se ao lado esquerdo do cavalo de mão; só abandona a guia em caso de extrema necessidade. Nos terrenos difíceis é preciso tomar todas as precauções para evitar que os animais caiam ou que a carga e o arreamento se desarrumem: algumas vezes convem mesmo descarregar o material e fazer o animal transpor um trecho mau somente encilhado.

– Os graduados a oficiais verificarão constantemente o estado dos animais e o ajustamento dos arreios e da carga. Sempre que se torne necessário, farão aplicações das medidas aconselhadas pelo médico veterinário para evitar as feridas causadas pelos arreios.

Adestramento dos animais de carga

6. O animal de carga destinado ao serviço das metralhadoras deve ser bem conformado, de rins curtos, e ter cinco anos de idade, pelo menos.

– O ensino do animal deve ser feito com muita doçura e prudência; o animal é muito sensível às carícias e torna-se prontamente indocil quando é maltratado.

– Deve-se começar pelo trabalho com o animal somente embridado, em seguida será emcilhado e executar-se-ão marchas até que ele se habitue com as cangalhas; só mais tarde será carregado progressivamente até alcançar o peso máximo levado por um cavalo em campanha, inclusive a sobrecarga.

– Nessas marchas far-se-ão algumas vezes paradas curtas, durante as quais os condutores deverão vigiar os animais para que não se deitem.

– Se os animais são difíceis de encilhar ou de carregar é preciso acariciá-los, fazê-los cheirar a cangalha, prevení-los com a voz, colocar lentamente a cangalha sobre o dorso, acariciar-lhes as ancas e colocar a retranca com prudência. O mesmo far-se-á para carregar. Em caso algum se deve gritar ou recorrer aos maus tratos para não tornar o animal refugador e perigoso para o homem.

– Quando os animais estiverem convenientemente adestrados, será preciso completar-lhe a educação habituando-os aos barulhos violentos, sobretudo aos disparos de metralhadoras e às explosões de granadas.

Em todas as outras mudanças de direção de grande raio a peça segue o guia, procedendo como na marcha em batalha. Os metralhadores unem ao centro e regulam as andaduras de acordo com os lugares que ocupam nas fileiras; os metralhadores da 2º fileira deslocam, quando preciso. as ancas dos seus cavalos para o lado da ala noventa.

– Para fazer meia-volta a peça executa " mudanças de diferença sucessivas, ao comando: "Meia-volta à direito (esquerda) –Marche!" – que o guia confirma fazendo o gesto correspondente.

– Depois de (terminada a mudança de direção, o guia indica a nova direção.

Rupturas.

22. A peça estando em batalha . em marcha  ou  parada ao comando: “Por 3, (andadura) – Marche!” – a 1º esquadra segue na andadura da marcha ou na prescrita, e em formação por 3; a 2º esquadra  entra em seu lugar. a retaguarda da 1º na mesma andadura e formação. logo que seja possível.

– A passagem para a coluna por 2 ou por 1 executa-se de modo análogo, ao comando: “Por 2 (1), andadura – Marche!” – carda esquadra parte por 2 ou 1: a 1º imediatamente e a 2º logo  que disponha de espaço necessário.

Desenvolvimento em batalha.

23. A peça em marcha ou parada, em coluna por 3, forma em batalha ao comando: “Em batalha (andadura) – Marche!” – a guia continua na andadura indicada no primeiro caso, ou avança 2 corpos de cavalo e se detém, no segundo: as 2 esquadras avançam na mesma andadura do guia; a 1º obliqua o quanto necessário a direita para deixar espaço para a 2º esta obliqua a esquerda e coloca-se a altura da 1º todos tomam então a andadura do guia.

– O movimento executa-se ao mesmo comando e de modo análogo, partindo da coluna por 2 ou por 1: o elemento da testa obliqua a direita, tanto quanto precisos, para ano o atirador possa se colocar atrás do guia; cada esquadra constituem - se separadamente, vindo a da retaguarda colocar-se no alinhamento da testa,

– Querendo-se passar da formação em batalha para a de coluna por 3 para um dos flancos, comanda-se: “Peça, 3 à direita (esquerda) – Marche!” – as esquadras fazem a direita e alto, se estavam parados, ou continuam a marcha, se estavam em movimento.

– Este movimento só deverá ser empregado quanto for imposto pelo local, ou em parada, revista, etc.

– Para desenvolver a coluna em batalha, com a frente para a esquerda (direita), comanda-se: “Em batalha, frente à esquerda (direita) – 3 Marche!” – as esquadras fazem à esquerda (direita); o chefe da peça toma a posição já indicada a sua frente, se for o caso.

– Tais movimentos só serão ordenados em caso de necessidade absoluta, imposta pelo terreno. ou para atender a uma situação de combate que se apresente subitamente.

Alinhamento.

24. Estando a peça em batalha com seu chefe à frente, ao comando: "Perfilar!” – o cavaleiro n. 3 da 1º fileira da 1º esquerda  coloca-se a 1m,50 a retaguarda do guia (chefe de peça )e com a mesma frente; os metralhadores da 1 º fileira alinham-se por ele, olhando a direita ou à esquerda, e os da 2º cobrem os respectivos chefes de fila a 1m,50.

– Se o chefe de peça quiser executar o alinhamento pela direita (esquerda), colocará previamente, na nova linha, o metralhador base da direita (esquerda) e comanda. "Pela direita (esquerda) Perfilar!” – os metralhadores da 1º fileira alinham-se pelo cavaleiro base, olhando à direita (esquerda) e os da 2º cobrem os respectivos chefes de fila a 1m,50.

– Ao comando: "Marche!” – todos os  cavaleiros olham para a frente e retomam a imobilidade.

Abrir e unir fileiras.

25. Estando a peça em batalha com seu chefe à frente, ao comando : “Abrir fileiras – 3 Marche!” – o chefe avança três corpos de cavalo e volta-se para a tropa.

– A 1º fileira avança dois corpos de cavalo e toma o alinhamento, a 2º avança um corpo de cavalo.

– Ao comando: “Unir fileiras – Marche!” – a 1º fileira fica firme, o chefe de peça retorna a posição diante do metralhador do centro e a 2º fileira retorna  a distância regulamentar.

Recuar.

26. A peça, estando em batalha. ao comando: “Á retaguarda – Marche!” – o guia e todos os metralhadores recuam individualmente, conservando os respectivos lugares, até o comando: "Alto!”

Em uma fileira (Fig. 20).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 156 Figura.

27. A formação em uma fileira e empregada para dissimular a peça atrás de uma mascara. para iludir o inimigo quanto efetivo, etc. As esquadras em uma fileira colocam-se ao lado uma da outra sem intervalo, com o chefe da peça a 1m,50 na frente do metralhador do centro, quando a peça esta isolada (Fig. 21)

– A peça em marcha da parada em batalha, a voz "Em uma fileira, – Marche!" – o guia continua na andadura indicada ou avança dois corpos de cavalo; a 1º esquadra obliqua à direita o necessária, e forma em uma fileira, adotando a andadura do guia; a 2º esquadra forma em uma fileira a esquerda da 1º,

– O movimento executa-se de modo análogo, partindo da coluna por três, por dois ou por um; as esquadras tomam, primeiramente pelo caminho mais curto. seus lugares em relação ao guia.

– A peça em marcha ou parada em uma fileira, a voz “Em duas fileiras – Marche!” – o guia continua na andadura indicada ou avança ao passo até que o deslocamento seja suficiente para os demais metralhadores tomarem a formação indicada: as duas esquadras formam em duas fileiras, adotado a andadura do guia.

– As rupturas da formação em uma fileira para as de coluna  por três, por dois e por um, executam-se aos mesmos comandos e segundo os mesmos princípios que partindo da formação em batalha.

– A peça em uma fileira monta e apeia como foi indicado para a esquadra; o chefe da peça avança de dois corpos de cavalo.

Ataque a cavalo.

28. A segurança das unidades de metralhadoras e de engenhos resulta, normalmente, da sua colocação no conjunto do dispositivo das tropas a que apoiam. Entretanto, a extensão das frentes em que atuam as unidades de cavalaria pode criar, para determinados elementos de metralhadoras, situação de momentâneo isolamento. expondo-os a perigos  imprevistos a que deverão fazer frente com os próprios- meios. Pode, assim, surgir para esses elementos a oportunidade de atacar a cavalo, a arma branca. Desde que tal oportunidade se apresente o chefe de peça não deve deixa-la escapar; ataca sem hesitação. até mesmo na própria formação em que estiver, afim de tirar o maior partido da surpresa. Há, geralmente. vantagem em reunir  os  metralhadores antes de atacar. um adversário a cavalo, desde que se disponha de tempo. entretanto, convém aborda em formação aberta um inimigo a pé. A carga. porem, não deve partir de mais de 60 m   do objetivo, para não perder a coesão e a impetuosidade.

Marchando a peça a galope ou a galope largo e os metralhadores - de espada em punho, o Chefe da peça comanda: "Preparar para carga!” – antes de chegar ao ponto em que deve começar a carga e: "Carga!” – quando chega a 50 ou 60 m. do inimigo.

– Ao comando: "Carga!” – repetido por todos os metralhadores cada qual alarga o galope o mais possível. tomando a posição prescrita na escola do cavaleiro a cavalo.

– Os condutores de cargueiro deixam-se ultrapassar pelos demais metralhadores e formam uma fileira a retaguarda deles.

– No ataque frente a frente, a peça deve apresentar-se paralelamente ao inimigo, centro contra centro.

– No ataque de flanco o chefe da peça procura atingir com centro da sua tropa o flanco contra o qual dirige o ataque.

– A carga termina pela perseguição do adversário, quer tenha ele retrocedido antes da abordagem quer tenha cedido por efeito do choque.

– Para por fim à perseguição, o chefe da peça comanda: "Reuni!" – a esta voz ou toque correspondente, os metralhadores se dirigem a galope, pelo caminho mais curto, para trás do chefe da peça e formam rapidamente em batalha, sem procurar os lugares habituais.

– Para formar a peça na ordem normal o seu chefe dá a voz "A seus lugares!" – marcha ao passo enquanto os metralhadores e os cargueiros retomam os seus lugares habituais na formação em batalha.

ARTIGO III

A PEÇA EM ORDEM DISPERSA

– Dispersão por esquadras em profundidade e em largura.

– Dispersão em forrageadores.

– Dispersão em caso de surpresa.

– Exploradores.

29. As formações em ordem dispersa são formações de marcha da aproximação e de combate. Permitem diminuir a visibilidade vulnerabilidade  da tropa.

– Os chefes de peça colocam-se na posição de guias de suas peças quando a peça toma uma formação dispersa. O cerra-fila do chefe de peça passa, então, para a primeira fileira.

– Na segunda esquadra o primeiro municiador desempenhará e papel que cabe a um cabo cmt. de esquadra.

– O n. 2 da primeira fileira da primeira esquadra segue o guia a seis metros de distância ou marcha na direção indicada.

– O chefe da peça indica a nova formação que as esquadras devem adotar; na falta de indicação, estas continuam na formação em que se achavam.

– As andaduras, para as diversas evoluções em ordem dispersa, são reguladas de acordo com os princípios gerais das evoluções.

– Os processos acima indicados são aplicáveis à peça em marcha ou parada, em uma formação qualquer.

– Os intervalos e as distâncias são modificados à simples indicação do chefe de peça, qualquer que seja o modo de dispersão.

Exemplo: “A tantos metros de intervalo ou de distância!"

– A peça é reconstituída numa formação qualquer à simples indicação dessa formação dada por seu chefe.

Dispersão por esquadras em profundidade (Fig. 22)

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 159 Figura.

30. Ao comando: “A tantos metros de distância, por esquadra, ,(formação) (andadura) – Dispersão !" – a esquadra-guia marcha na direção indicada, na andadura de marcha ou na que for ordenada; a outra esquadra coloca-se à distância determinada (na falta de indicação a 80 m.), modificando convenientemente a andadura, toma a formação prescrita e depois acompanha na mesma andadura a esquadra de direção.

Dispersão por esquadras em largura (Fig. 23).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 159 Figura.

31. Ao comando: "A tantos metros de intervalo por esquadra, (formação) (andadura) – Dispersão!" – a esquadra-guia marcha na direção indicada, na andadura de marcha ou na comandada, temendo a nova formação, se for o caso: a outra avança obliquando à esquerda até atingir o intervalo fixado(na falta de indicação. 30 m) e na andadura conveniente, toma o escalonamento de uma quinzena de metros: logo que esteja orientada, toma, se for o caso, a formação prescrita.

Dispersão em forrageadores (Fig. 24).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 159 Figura.

32. A formação da peça em forrageadores, que é uma das formações de dispersão por esquadras em largura, pode também ser tomada diretamente.

– Ao comando: “A tantos metros (andadura) – Em forrageadores” – a esquadra de direção, se coloca a 6 m. à retaguarda do chefe de peça e desenvolve-se em forrageadores.

– A outra esquadra toma, obliquando, o intervalo necessário e escalonando-se de uma quinzena de metros, orienta-se na nova direção que deve seguir e então desenvolve-se em forrageadores.

– Quando o intervalo não for especificado no comando, os metralhadores tomam entre si o intervalo de 5 m.

– As esquadras regulam-se pelo guia; as retificações relativas ao alinhamento e aos intervalos devem ser feitas avançando e sem atropelos.

– A peça passa do dispersão em forrageadores para uma formação qualquer, do mesmo modo que estando em 1 fileira.

– A peça dispersa em forrageadores pode atacar a arma branca, de acordo com a mesmas prescrições estabelecidas para o ataque a cavalo. A formação em forrageadores, aliás, pode ser tomada em vista mesmo do ataque, que será então realizado imediatamente.

– Os forrageadores executam uma meia volta à esquerda ao Comando: “Meia-volta individual!”

– A reunião da peça, depois de dispersa em forrageadores, efetua-se tanto quanto possível ao abrigo das vistas e dos fogos adversos,

Dispersão em caso de surpresa.

33. Ao caso de ser surpreendida, por fogos de infantaria, engenhos blindados ou de aviões, a peça pode dispersar rapidamente em forrageadores, ao comando: “Em forrageadores – A vontade!" ou “Meia-volta, em forrageadores – À vontade I”

– Os metralhadores avançam a galope, pelo caminho mais curto, atrás do chefe de peça, que indica nitidamente a direção. O que se achar mais próximo do chefe da peça coloca-se à sua retaguarda e os demais distribuem-se à direita e à esquerda daquele, tomando mais ou menos 5 m. de intervalo, sem procurar lugares normais e sem distinção de esquadra.

– No caso de ser surpreendido por tiros de artilharia, o chefe de peça pode dispersar sua peça por esquadras, seja em largura, seja em profundidade, como está prescrito. As esquadras tomam, em princípio, a formação em coluna por 1. mas podem, se for necessário, tomar uma formação mais adequada ao terreno. O chefe de peça a conduz procurando o melhor ponto ou itinerário para abrigá-la dos tiros e das vistas.

Exploradores.

34. Os metralhadores são empregados como exploradores nas condições previstas e reguladas no n. 361 da 1ª Parte – 2º Vol., do R.E.C.C.

ARTIGO IV

DISPOSIÇÕES PARA O COMBATE DE PÉ

35. Quando a peça apoia, os condutores de cargueiros ficam como guarda cavalos.

– Ao comando: “Combate a pé!” – o chefe de peça e os serventes apoiam; o atirador e o 2º remuniciador entregam os seus cavalos ao condutor do cargueiro-peça; o chefe de peça e o 2º municiador entregam seus cavalos ao condutor do cargueiro-munição; o 1º municiador e o 1º remuniciador entregam seus cavalos ao condutor do cargueiro-reparo (Fig. 25).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 161 Figura.

– No caso do cargueiro-reparo ter de acompanhar os serventes na marcha de aproximação a pé, o chefe de peça entregará o seu cavalo ao condutor do cargueiro-peça; o 1º municiador e o 1º remuniciador entregarão os seus cavalos ao condutor do cargueiro-munição; os demais metralhadores obedecerão o que foi prescrito acima (Fig. 26).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 161 Figura.

– Os serventes descarregam em seguida o material e formam rapidamente, à retaguarda do chefe de peça, em coluna por 1, na seguinte ordem: atirador, 1º municiador, 2º municiador, 1º e 2º remuniciadores (Fig. 27).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 162 Figura.

– Os condutores conservam-se a cavalo, salvo ordem em contrário.

ARTIGO V

DESCARREGAMENTO DOS CARGUEIROS – TRANSPORTE DO MATERIAL – CARREGAMENTO DO MATERIAL

36. Os serventes tendo apeado, seus cavalos distribuídos como está prescrito no n. 35, ao comando: "Combate a pé!”,

o chefe de peça:

– leva a luneta-alça;

– retira o seu mosquetão e coloca-o a tiracolo;

– retira uma bolsa de munição do cargueiro-peça e

– põe em forma que peça em coluna por 1.

o atirador:

– leva a bolsa de acessórios;

– retira a metralhadora do cargueiro e coloca-a em bandoleira;

– retira uma bolsa de munição do cargueiro-peça.

o 3º municiador:

– leva a bolsa com um jogo de espelhos do periscópio e corretor de pontaria contra avião;

– retira o reparo do cargueiro e leva-o nas costas;

– retira duas bolsas de munição do cargueiro-peça.

o 2º municiador:

– retira o seu mosquetão e o porta cano sobressalente, que são conduzidos a tiracolo e

– retira duas bolsas de munição do cargueiro-peça.

os remuniciadores:

– retiram os seus mosquetões e os colocam a tiracolo;

– retiram, do cargueiro-peça, duas bolsas de munição, cada um.

– Formam em coluna por 1 à retaguarda do chefe de peça e avançam em seguida para a primeira posição de abrigo, onde são tomadas as disposições preparatórias de combate.

37. Ao comando: “Desmontar e carregar!” – os serventes retomam o material que tinham descarregado, dirigem-se para os cargueiros, conduzidos pelo chefe de peça e carregam o material.

ARTIGO VI

ENTRADA EM POSIÇÃO

– Disposições preparatórias tomadas na posição de abrigo.

– Entrada em posição.

– Mudança de posição.

– Disposições preparatórias tomadas na posição de abrigo.

38. Na iminência da entrada em posição, ao comando: “Preparar para o combate 1” – o cabo chefe de peça:

– repete o comando;

– coloca a mascara em posição de alerta,

– auxilia a lubrificação da metralhadora;

– observa cuidadosamente os três golpes de segurança que o atirador deverá dar;

– carrega e trava o seu mosquetão; – coloca-o novamente a tiracolo e

– quando a peça estiver pronta, informa: “Tal peça, Pronta !”.

o atirador:

– coloca a máscara em posição de alerta;

– lubrifica abundantemente o interior da caixa de culatra e ligeiramente as partes suscetíveis de atrito do alimentador da metralhadora;

– dispõe a metralhadora para o fogo (F – no registo de segurança);

– dá três golpes de segurança;

– coloca a metralhadora em bandoleira;

– inspeciona, carrega e trava a sua pistola e

– informa: “Atirador, Pronto!”.

o 1º municiador:

– coloca a máscara em posição de alerta;

– inspeciona, carrega e trava a sua pistola e

– informa: 1º municiador, Pronto!".

o 2º municiador e os remuniciadores:

– colocam a máscara em posição de alerta;

– inspecionam, carregam, travam e põem a tiracolo os seus mosquetões;

– informam: “Tal peça, Pronto!".

Entrada em posição.

39. O cabo chefe de peça:

– estando na posição, ajoelhado ou deitado, frente para o objetivo, e depois de ter recebido do cmt. da secção os elementos iniciais do tiro, comanda: “Homem a homem (peça) – Em posição!";

– designa ao 1º municiador a posição da peça;

– auxilia o 1º municiador na montagem do reparo, colocando a perna direita na posição normal (ou na indicada);

– coloca-se à direita da metralhadora, depois que esta estiver instalada;

– dá os elementos de tiro ao atirador;

– informa ao cmt. da secção: “Tal pega, Pronta !”.

o 1º municiador:

– desloca-se para o local designado pelo chefe de peça;

– retira o reparo das costas;

– desdobra e monta as pernas dianteira e esquerda do reparo,

– colocando-as na posição normal - (ou na indicada);

– orienta o reparo para o objetivo;

– auxilia o atirador a colocar a peça no reparo e prende a metralhadora na forqueta com a braçadeira e fivela;

– coloca-se à esquerda da metralhadora;

– abre a sua bolsa de munição;

– examina os carregadores e introduz um no respectivo receptor;

– coloca, se for o caso, o periscópio e o corretor de pontaria contra avião e

– informa: “1º municiador, Pronto!”.

- Em todas as outras mudanças direção de grande raio a peça segue o guia, procedendo como na marcha em batalha. Os metralhadores unem ao centro e regulam as andaduras de acordo com os lugares que ocupam nas fileiras: os metralhadores da 2ª fileira descolam quando preciso as ancas dos seus cavalos para o lado da ala movente.

- Para fazer meia-volta a peça executa 2 mudanças de direção sucessivas ao comando: “Meia-volta à direita (esquerda)-Marche – que o guia confirma fazendo o gesto correspondente.

- Depois de terminada a mudança de direção, o guia indica a nova direção.

Rupturas.

22. A peça estando em batalha em marcha ou parada, ao comando: “Por 3, (andadura) – Marche!” – a 1.ª esquadra segue na andadura da marcha ou na prescrita, e em formação por 3: a 2.ª esquadra entra em lugar à retaguarda da 1.ª na mesma andadura e formação, logo que seja possível.

- A passagem da coluna por 2 ou por 1 executa-se de modo análogo, ao comando: “Por 2 (1), (andadura) – Marche!” – cada parte 2 ou 1; a 1ª imediatamente e a 2ª logo que disponha o espaço necessário.

Desenvolvimento em batalha.

23. A peça e marcha ou parada, em coluna por 3, forma em batalha ao comando: ”Em batalha (andadura) – Marche!” – o guia continua na andadura indicada no primeiro caso, ou avança 2 corpos na mesma andadura do guia; 1.ª obliqua o quanto necessário à direita para deixar espaço para a 2.ª; esta obliqua à esquerda e coloca-se à altura da 1.ª; todos tomam então a andadura do guia.

- O movimento executa-se ao mesmo comando e de modo análogo, partindo da coluna por 2 ou por 1: o elemento da testa obliqua à direita, tanto quanto preciso, para que o atirador possa se colocar atras do guia: cada esquadra constitue-se separadamente, vindo a da retaguarda coloca-se no alinhamento da testa.

- Querendo-se passar da formação em batalha para a de coluna por 3 para um dos flancos, comanda-se: “Peça 3 à direita (esquerda) – Marche!” – a s esquadras fazem à direita e alto se estavam paradas, ou continuam a marcha, se estavam em movimento.

- Este movimento só deverá ser empregado quando dor imposto pelo local, ou em parada, revista, etc.

- Para desenvolver a coluna em batalha, frente à esquerda (direita); o chefe da peça toma a posição já indicada à sua frente, se for o caso.

- Tais movimentos só serão ordenados em caso de necessidade absoluta, imposta pelo terreno ou para atender a uma situação de combate que se apresente subitamente.

Alinhamento.

24. Estando a peça em batalha com seu chefe à frente, ao comando: "'Perfilar” – o cavaleiro n. 3 da 1.ª fileira da 1.ª esquadra coloca-se o 1m,50 à retaguarda do guia, (chefe de peça) e com a mesma frente; os metralhadores da 1.ª fileira alinham-se por ele, olhando à direita ou à esquerda, e os da 2.ª cobrem os respectivos chefes de fila a 1m.50.

– Se o chefe de peça quiser executar o alinhamento pela direita (esquerda), colocará previamente, na nova linha, o metralhador base da direita (esquerda) e comanda: "Pela direita (esquerda) Perfilar!” – os metralhadores da 1.ª fileira alinham-se pelo cavaleiro base. olhando à direita (esquerda) e os da 2.ª cobrem os respectivos chefes de fila a 1m,50.

– Ao comando : "Firme!" – todos os cavaleiros olham para frente e retomam, a imobilidade.

Abrir e unir fileiras.

25. Estando a peça em batalha com seu chefe à frente, ao comando : “Abrir fileiras – "Marche!” – o chefe avança três corpos de cavalo e volta-se para a tropa.

– A 1.ª fileira avança dois corpos de cavalo e toma o alinhamento, a 2.ª avança um corpo de cavalo.

– Ao comando: “Unir fileiras – Marche!” – a 1.ª fileira fica firme, o chefe de peça retoma a posição diante do metralhador do centro e a 2.ª fileira retoma a distancia regulamentar.

Recuar.

26. A peça, estando em batalha ao comando: "À retaguarda Marchel” – o guia e todos os metralhadores recuam individualmente, conservando os respectivos lugares, até o contrario: "Alto!”

Em uma fileira (Fig. 20) .

Anexo fig. 20 pág. 156

27. A formação em uma fileira é empregada  para dissimular a peça atras de uma mascara para a iludir o inimigo quanto ao efetivo, etc. As esquadras em uma fileira colocam-se ao lado uma da outra sem intervalo. com o chefe da peça a 1m,50 na frente do metralhador do centro, quando a peça está isolada (Fig. 21).

Anexa Fig. 21 pág. 156

- A peça  em marcha ou parada em batalha, à voz “Em uma fileira – Marche!” – o guia continua na andadura indicada ou avança dois corpos de cavalo: 1.ª esquadra obliqua à direita o necessário, e forma em uma fileira à esquerda da 1.ª.

- O movimento executa-se de modo análogo, partindo da coluna por três, por dois ou por um; as esquadras tomam, primeiramente pelo caminho mais curto, seus lugares em relação ai guia.

- A peça em marcha ou parada em uma fileira, à voz “Em duas fileiras – Marche!” – o guia continua na andadura indicada ou avança ao passo ate que o descolamento sua suficiente para os demais metralhadores tomarem a formação indicada: as duas esquadras formam em duas fileiras, adotando a andadura do guia.

- As rupturas da formação em uma fileira para as de coluna por três, por um, executam-se aos mesmos comandos e segundo os mesmos princípios que partindo da formação em batalha.

- A peça em uma fileira monta e apeia como foi indicado para a esquadra; o chefe da peça avança de dois corpos de cavalo.

Ataque o cavalo.

28. A segurança das unidades de metralhadores e de engenhos resulta, normalmente, de sua colocação no conjunto do dispositivo das tropas a que apoiam. Entretanto, a extensão das frentes em que atuam as unidades de cavalaria pode criar, para determinados elementos de metralhadores, situação de momentâneo isolamento, expondo-os a perigos imprevistos  a que deverão fazer frente com os próprios meios. Pode. Assim surgir para esses elementos a oportunidade de atacar a cavalo, a arma branca. Desde que tal oportunidade se apresente o chefe de peça não deve deixa-lá escapar: ataca sem hesitação, ate mesmo na própria formação em que estiver afim de tirar o maior partido da surpresa. Há, geralmente, vantagem em reunir os metralhadores antes de atacar um adversário a cavalo, desde que se disponha de tempo, entretanto, convém abordar em formação aberta um inimigo a pé. A carga, porem, não deve partir de mais de 60 m do objetivo, para não perder a coesão e a impetuosidade.

Marchando a peça a galope ou a galope largo e os metralhadores  de espada em punho, o chefe da peça comanda: “Preparar para a “Carga!” – antes de chegar ao ponto em que deve começar a carga e: “Carga!” – quando chega a 50 ou 60 m do inimigo.

- Ao comando: “Carga!” – repetido por todos os metralhadores, cada qual alarga o galope o mais possível, tomando a posição prescrita na escola do cavaleiro a cavalo.

- Os condutores de cargueiro deixam-se ultrapassar pelos demais metralhadores e formam uma fileira à retaguarda deles.

- No ataque frente a frente, a peça deve apresenta-se paralelamente ao inimigo, centro contra centro.

- No ataque de flanco o chefe da peça procura atingir com o centro da sua tropa o flanco contra o qual dirige o ataque.

- A carga termina pela perseguição do adversário, quer tenha ele retrocedido antes da abordagem , quer tenha cedido por efeito do choque.

- Para por fim à perseguição, o chefe da peça comanda: “Reunir!”- a esta voz ou toque correspondente, os metralhadores  se dirigem a galope, pelo caminho mais curto para trás do chefe da peça e formam rapidamente em batalha, sem lugares habituais.

- Para formar a peça na ordem o seu chefe dá a voz: “A sues lugares!” – marcha ao passo enquanto os metralhadores e os cargueiros retomam os seus lugares habituais na formação em batalha.

ARTIGO III

A PEÇA EM ORDEM DISPENSA

- Dispersão por esquadras em profundidade e em largura.

- Dispersão em forrageadores.

- Exploradores.

29. As formações em ordem dispersa são formações de marcha de aproximação e de combate. Permitem diminuir a visibilidade e vulnerabilidade da tropa.

- Os chefes de peça colocam-se na posição de guias de suas peças quando a peça toma uma formação dispersa. O cerra-fila do chefe de peça passa, então, para a primeira fileira.

Na Segunda esquadra o primeiro municiador desempenhará o papel que cabe a um cabo cmt. De esquadra.

- O n. 2 da primeira fileira da primeira esquadra segue o guia a seis metros de distancia ou marcha na direção indicada.

- O chefe da peça indica a nova formação que as esquadras devem adotar: na falta de indicação, estas continuam na formação em que se achavam.

- As andaduras, para as diversas evoluções em ordem dispersa, são reguladas de acordo com os princípios gerais das evoluções.

- Os processos acima indicados são aplicáveis à peça era marcha ou parada, em uma formação qualquer.

- Os intervalos e as distancias são modificados à simples indicação do chefe de peça, qualquer que seja o modo de dispersão.

- Exemplo: “A tantos metros de intervalo ou de distancia!”

- A peça é reconstituída numa formação qualquer à simples indicação dessa formação dada por seu chefe.

Dispersão por esquadras em profundidade (Fig. 22)

CLBR VOL. 04 ANO 1944 PÁG. 159. FIGURA

30. Ao comando: “A tantos metros de distâncias, por esquadra, (formação) (andadura) – Dispersão!" – a esquadra-guia marcha na direção indicada, na andadura de marcha ou na que for ordenada: a outra esquadra coloca-se à distância determinada (na falta de indicação a 30 m), modificando convenientemente a andadura, tema a formação prescrita e depois acompanha na mesma andadura a esquadra de direção.

Dispersão por esquadras em largura (Fig. 23).

CLBR ano 1944 PAG. 159 FIGURA

31. Ao comando: "A tantos de intervalo por esquadra, (formação) (andadura) – Dispersão !" – a esquadra-guia marcha na direção indicada, na andadura de marcha ou na comandada, tomando a nova formação, se for o caso: a outra avança obliquando à esquerda até atingir o intervalo fixado (na falta de indicação. 30 m.) e na andadura conveniente, toma o escalonamento de uma quinzena de metros; logo que esteja oricutada, toma, se for o caso a formação prescrita.

Dispersão em forrageadores (Fig. 24).

32. A formação da peça em forrageadores, que é uma das formações de dispersão por esquadras em largura, pode tambem ser tomada diretamente diretamente.

– Ao comando: “A tantos Metros. (andadura) – Em forrageadores !” – a esquadra de direção, se coloca a 6 m. à retaguarda do chefe de peça e desenvolve-se em forrageadores

– A outra esquadra toma, obliquando, o intervalo necessário e escalonando-se de uma quinzena de metros, orienta-se na nova direção que deve seguir e então desenvolve-se em forrageadores.

– Quando o intervalo não for especificado no comando, os metralhadores tomam entre si o intervalo de 5 m.

– As esquadras regulam-se pelo guia; as retificações relativas ao alinhamento e aos intervalos devem ser feitas avançando e sem atropelos.

– A peça passa da dispersão em forrageadores para uma formação qualquer. do mesmo modo que estando em 1 fileira.

– A peça dispersa em forrageadores pode atacar a arma branca, de acordo com as mesmas prescrições estabelecidas para o ataque a cavalo. A formação em forrageadores. aliás, pode ser tomada em vista mesmo do ataque, que será então realizado imediatamente.

– Os forrageadores executam uma meia volta à esquerda ao comando : “Meia-volta individuaL !”

– A reunião da peça, depois de dispersa em forrageadores, efetua-se tanto quanto possível ao abrigo das vistas e dos fogos adversos.

Dispersão em caso de surpresa.

33. Ao caso de ser surpreendida. por fogos de infantaria, engenhos blindados ou de aviões, a peça pode dispersar rapidamente em forrageadores, ao comando: “Em forrageadores – À vontade !" ou “Meia-volta, em forrageadores – À vontade !"

– Os metralhadores avançam a galope, pelo caminho mais curto, atrás do chefe de peça, que indica nitidamente a direção. O que se achar mais próximo do chefe da peça coloca-se à sua retaguarda e os demais distribuem-se à direita e à esquerda daquele, tomando mais ou menos 5 m. de intervalo, sem procurar lugares normais e sem distinção de esquadra.

– No caso de ser surpreendido por tiros de artilharia, o chefe de peça pode dispersar sua peça por esquadras, seja em largura, seja em profundidade, como está prescrito, As esquadras tomam, em princípio, a formação em coluna por 1. mas podem. se for necessário, tomar uma formação mais adequada ao terreno. O chefe de peça a conduz procurando o melhor ponto ou itinerário para abrigá-la dos tiros e das vistas.

– 34.Os metralhadores são empregados como exploradores nas condições previstas e reguladas no n.361 da 1ª Parte- 2º Vol. do R.E.C.C.

ARTIGO IV

DISPOSIÇÕE PARA O COMBATE A PÉ

35. Quando a peça apeia, os condutores de cargueiros ficam como guarda cavalos.

- Ao comando: “Combate a pé!” – o chefe de peça e os serventes apeiam; o atirador e o 2° remuniciador entregam os seus cavalos ao condutor do cargueiro-peça; o chefe de peça e o 2° municiador entregam seus cavalos ao condutor do cargueiro-munição; o 1° municiador e o 1° remuniciador entregam seus cavalos ao condutor do cargueiro-reparo (Fig. 25) .

<<anexo>>clbr Figura. Pág. 161

No caso do cargueiro-reparo ter de acompanhar os serventes na marcha de aproximação a pé, o chefe de peça entregará o seu cavalo ao condutor do cargueiro-peça; o 1° municiador e o 1° remuniciador entregarão os seus cavalos ao condutor do cargueiro-munição; os demais metralhadores obedecerão o que foi prescrito acima (Fig. 26).

– Os serventes descarregam em seguida o material e formam rapidamente, à retaguarda do chefe de peça, em coluna por 1, na seguinte ordem : atirador, 1° municiador, 2° municiador, 1° e 2° remuniciador (Fig. 27).

– Os condutores conservam-se a cavalo, salvo ordem em contrário.

ARTIGO V

DESCARREGAMENTO DOS CARGUEIROS – TRANSPORTE DO MATERIAL – CARREGAMENTO DO MATERIAL

36. Os serventes tendo apeado, seus cavalos distribuídos como está prescrito no n. 35, ao comando : "Combate a pé!”,

o chefe de peça:

– leva a luneta-alça;

– retira o seu mosquetão e coloca-o a tiracolo;

– retira uma bolsa de munição do cargueiro-peça e

– põe em forma sua peça em coluna por 1.

o atirador :

– leva a bolsa de acessórios;

– retira a metralhadora do cargueiro e coloca-a em bandoleira;

– retira uma bolsa de munição do cargueiro-peça.

o 1° municiador :

– leva a bolsa com um jogo de espelhos do periscópio e correlor de pontaria contra avião;

– retira o reparo do cargueiro e leva-o nas costas;

– retira duas bolsas de munição do cargueiro-peça.

o 2° municiador:

– retira o seu mosquetão e o porta cano sobressalente, que são conduzidos a tiracolo e

– retira duas bolsas de munição do cargueiro-peça.

os remuniciadores:

– retiram os seus mosquetões e os colocam a tiracolo;

– retiram, do cargueiro-peça, duas bolsas de munição, cada um.

– Formam em coluna por 1 à retaguarda do chefe de peça e avançam em seguida para a primeira posição de abrigo, onde são tomadas as disposições preparatórias de combate.

37. Ao comando: “Desmontar e carregar !” – os serventes retomam o material que tinham descarregado. dirigem-se para os cargueiros, conduzidos pelo chefe de peça e carregam o material.

ARTIGO VI

ENTRADA EM POSIÇÃO

– Disposições preparatórias tomadas na posição de abrigo.

– Entrada em posição.

– Mudança de posição.

– Disposições preparatórias tomadas na posição de abrigo.

38. Na iminência da entrada em posição, ao comando: “Preparar para o combate !" –

o cabo chefe de peça :

– repete o comando;

– coloca a máscara em posição de alerta;

– auxilia a lubrificação da metralhadora;

– observa cuidadosamente os três golpes de segurança que o atirador deverá dar;

– carrega e trava o seu mosquetão;

– coloca-o novamente a tiracolo e

– quando a peça estiver pronta, informa : “Tal peça, Pronta !".

o atirador :

– coloca a máscara em posição de alerta;

– lubrifica abundantemente o interior da caixa de culatra e ligeiramente as partes suscetíveis de atrito do alimentador da metralhadora;

– dispõe a metralhadora para o fogo (F – no registo de segurança) ;

– dá três golpes de segurança;

coloca a metralhadora em bandoleira;

– inspeciona, carrega e trava a sua pistola e

– informa : “Atirador, Pronto!”.

o 1° municiador :

– coloca a máscara em posição de alerta;

- inspeciona, carrega e trava a sua pistola e

– informa : 1° municiador, Pronto!".

o 2° municiador e os remuniciadores :

- colocam a máscara em posição de alerta;

– inspecionam, carregam, travam e põem a tiracolo os seus

mosquetões ;

– informam : “Tal .........., Pronto !".

Entrada em posição.

39. O cabo chefe de peça:

– estando na posição, ajoelhado ou deitado, frente para o objetivo, e depois de ter recebido do cmt. da secção os elementos iniciais do tiro, comanda: “Homem a homem (peça) – Em posição !";

– designa ao 1° municiador a posição da peça;

– auxilia o 1° municiador na montagem do reparo, colocando perna direita na posição normal (ou na indicada) ;

– coloca-se à direita da metralhadora, depois que esta estiver instalada ;

– dá os elementos de tiro ao atirador ;

– informa ao cmt. da secção : “Tal peça, Pronta !".

o 1° municiador :

– desloca-se para o local designado pelo chefe de peça;

– retira o reparo das costas;

– desdobra e monta as pernas dianteira e esquerda do reparo, colocando-as na posição normal - (ou na indicada) ;

– orienta o reparo para o objetivo;

– auxilia o atirador a colocar a peça no reparo e prende a metralhadora na forqueta com a bragadeira e fivela;

– coloca-se à esquerda da metralhadora;

– abre a sua bolsa de munição;

– examina os carregadores e introduz um no respectivo receptor;

– coloca, se for o caso, o periscópio e o corretor de pontaria contra avião e

– informa: "1° municiador, Pronto!”.

 

O atirador:

– à indicação, comando ou gesto, desloca-se para o local determinado pelo cabo chefe de peça;

– coloca a metralhadora sobre o reparo, apertando a porca fixadora da coronha;

– coloca-se atrás da metralhadora;

– recebe e regista os elementos de tiro;

– repete, após registar, cada um dos elementos de tiro;

– trava a arma (caso não tenha de abrir fogo imediatamente);

– informa: “Atirador, Pronto!”.

O 2º municiador o os remuniciadores:

– deslocam-se para as proximidades da peça;

– dispõem suas bolsas no chão e

– informam: “Tal ....... Pronto !”.

Terminada a entrada em posição, o chefe de peça faz seus homens se abrigarem na proximidade da peça, sem se amontoarem, até o momento da abertura do fogo.

Mudança de posição.

40. Ao comando: "Desmontar para transportar”.

O cabo chefe de peça:

– repete o comando;

– desmonta e dobra a perna direita do reparo (depois do atirador ter retirado a metralhadora);

– fecha sua bolsa de munição;

– forma sua peça em coluna por 1 e

– desloca-se para onde for determinado.

O atirador:

– dá três golpes de segurança, após o 1º municiador ter retirado o carregador;

– solta a porca firadora da coronha;

– retira a metralhadora, depois que o 1º miniciador tiver solto a braçadeira;

– desmonta e dobra a perna esquerda do reparo;

– segura a metralhadora pelo delgado e pelo punho (se ainda estiver quente) ou a põe a tiracolo (se já estiver fria);

– apanha sua bolsa de munição e

– entra em forma atrás do cabo.

O 1º municiador:

– retira o carregador que está na arma;

– fecha sua bolsa de munição;

– solta a braçadeira que prende o cano da arma;

– desmonta e dobra a perna telescópica dianteira:

– coloca o reparo nas costas e

– entra em forma atrás do atirador.

O 2º municiador:

– fecha suas bolsas de munição e

– entra em forma atrás do 1º municiador,

Os remuniciadores:

– fecham suas bolsas de munição e

– entram em forma atrás do 2º municiador.

41. Se o deslocamenlo for apenas de alguns metros o chefe de peça comanda: "A braço – Transportar!”.

O atirador:

Se o deslocamento for rastejante:

– segura as pernas posteriores do reparo e combina o movimento com o 1º municiador.

Se o movimento não é rastejante:

– depois que o 1º municiador retirar o carregador, dá três golpes de segurança;

– mergulha por baixo do conjunto reparo-peça e

– com uma das mãos segura a perna telescópica e com a outra, uma das pernas posteriores.

O 1º municiador:

Se o movimento é rastejante:

– segura com a mão direita a perna telescópica do reparo e combina o movimento rastejante com o atirador.

Se o movimento não é rastejante:

 – retira o carregador do receptor;

– apanha a munição que sair da câmara com os golpes de segurança dados pelo atirador e

– retira os espelhos periscópicos ou o corretor de pontaria (se for o caso), colocando-os na bolsa.

ARTIGO VII

PREPARAÇÃO E EXECUÇÃO DO TIRO

– preparação do tiro.

– Execução do tiro.

– Tiro com cartucho de festim.

– Interrupção momentânea do tiro.

– Cessação do tiro.

– Inspeção das metralhadoras.

Preparação do tiro.

42. Ao comando: "Alça tanto!”.

O cabo chefe de peça:

– repete o comando e

– verifica as operações a serem executadas pelo atirador e pelo 1º municiador.

O atirador:

– inscreve a alça e

– arma a metralhadora.

O 1º municiador:

– introduz um carregador no respectivo receptor.

Ao comando: “Objetivo tal!”.

O cabo chefe de peça:

– identifica e observa o objetivo;

– repete, o comando indicando ai direção em que ele se encontra e

– informa: “Tal peça, Pronta!” ou levanta o braço verticalmente.

O atirador :

– repete o comando, procurando identificar o objetivo;

– aponta a metralhadora (para o centro do objetivo, se for comandado o tiro concentrado e para a esquerda do objetivo, se o tiro for ceifante) e

         informa: “Objetivo tal – Atirador, Pronto !”.

Execução do tiro.

43. Ao comando: “Fogo!”.

O cabo chefe de peça:

– repete o comando ou baixa o braço energicamente e

– observa o tiro.

O atirador:

– preme a tecla do gatilho e

– procura manter a arma apontada sobre o objetivo.

O 1º municiador:

– alimenta a arma e

– acompanha o seu funcionamento.

O 2º municiador:

– prepara e verifica os carregadores antes de entregá-los ao 1º municiador.

– Se o tiro parar repentinamente, o atirador abandona a tecla, arma a metralhadora e procura por duas vezes recomeçar o tiro, salvo ordem contrária do chefe de peça; se não conseguir isso, fixa a arma em direção.

– O chefe de peça informa no cmt. da  seccão: “Tal peça – Incidente de tiro!” – depois, auxiliado pelo ativador e o 1º municiador, procura resolver o incidente; mas, se um cartucho estiver introduzido na câmara e se a arma estiver super-aquecida, para evitar uma explosão espontânea, é preciso que o incidente seja removido em menos de 30 segundos: no caso contrário fechar a culatra e deixar a arma se resfriar antes de procurar resolver o incidente.

– Em qualquer caso é preciso evitar colocar a cabeça perto da janela de ejeção e passar na frente da boca da arma.

– quando a peça está pronta para atirar, novamente carregada e apontada, o chefe de peça informa: " Tal peça, Pronta!”.

– Se, por exigência do combate, a arma atirou 500 tiros ininterruptamente, é preciso resfriar o cano, se as circunstâncias o permitirem.

– Para isso, colocar por baixo da camisa, panos molhados e borrifar o cano com as bolsas de água.

Tiros com cartucho de festim.

44. Executam-se, em princípio, com cano especial, utilizando-se o reforçador para tiros de festim e com cartuchos de festim para armas automáticas.

Interrupção momentânea do tiro.

45. Ao comando: "Suspender fogo!".

O cabo chefe de peça:

– repete o comando, ou intercepta, com a mão aberta a linha de mira entre a alça e o olho do atirador;

– Verifica a munição consumida e a disponivel e

  informa ao cmt. do secção sobre a munição.

O atirador:

– retira o dedo da tecla e

– continua a observação do objetivo, logo que o chefe de peça retire a mão, ou comanda: “Continuar fogo!”

O 1º municiador:

– introduzir um carregador no receptor, se for o caso.

Ao comando: “Continuar fogo!” – este é recomeçado com os elementos anteriores.

46. Ao comando: “Cessar fogo!”.

O cabo chefe de peça:

– repete o comando;

– verifica a munição consumida e a disponivel e

– informa ao cmt. da secção sobre a munição.

O atirador:

– retira o dedo da tecla do gatilho;

– após o 1º municiador ter retirado o carregador, dá três golpes de segurança e

– inscreve a alça em 200 metros.

O 1º municiador:

– retira o carregador;

– retira a munição que ficar no alimentador e

– apanha a munição que sair da câmara com os golpes de segurança dados pelo atirador.

– Ao comando: “Tal peça – Limpeza!”.

O atirador:

– auxiliado pelo 1º municiador, faz a limpeza da câmara da caixa da culatra e lubrifica os mecanismos da culatra e de disparo, tudo sob as vistas do chefe de peça.

– Se a cessação do fogo deve ser seguida de um deslocamento, ao comando: “Cessar o fogo, fechar as bolsas”.

O atirador e o 1º municiador:

– procedem como foi prescrito pora o caso de “Cessar fogo!”.

O 2º municiador:

– coloca todos os carregadores nas respectivas bolsas, que são fechadas.

– Ao comando: “Desmontar para transportar” – todos os metralhadores procedem como foi prescrito no n. 40 e o material é colocado sobre os cargueiros.

Inspeção das metralhadoras.

47. A inspeção das metralhadoras e dos carregadores é obrigatória antes e depois de qualquer exercício em que se empreguem cartuchos de guerra, de festim e de manejo.

– O encarregado da inspeção coloca-se ao lado e à retaguarda da metralhadora, verifica se existe carregador no alimentador, faz executar três golpes de segurança e manda abrir a culatra e passar uma escova no cano. O atirador fecha depois a culatra.

– A inspeção das metralhadoras é sempre passada por um oficial antes de deixar o terreno. Este oficial verifica se os cartuchos de guerra ou de festim não empregados no exercício, assim como se todos os estojos, provenientes dos cartuchos disparados, foram devolvidos ao sargento encarregado  do tiro.

– Passa igualmente inspeção nos mosquetões e cartucheiras (R. T. A. P.) .

CAPÍTULO IV

Escola da Secção de Metralhadoras

ARTIGO I

GENERALIDADES

48. A escola da secção tem por fim:

1º) ensinar aos chefes de peça, serventes e, condutores a evoluir e a combater na secção; cada homem deve ser instruido no papel particular que deva desempenhar em ligação com seus camaradas de combate e ser, alem disso, capaz de substituir qualquer um deles;

2º) ensinar à secção todos os movimentos, uteis ao seu emprego, seja isoladamente, seja no quadro do pelotão.

– A escola da secção trata dos movimentos a executar pelas 2 peças.

– Durante os movimentos as peças são designadas: 1ª peça, 2ª peça; a 1ª considerada à direita nas formações desenvolvidas e na testa nas formações em coluna.

– Salvo indicação contrária, a 1ª peça é a de direção.

– Durante as evoluções, o grupo extranumerário da secção procede como o seu correspondente do pelotão de fuzileiros.

– A escola da secção de metralhadoras compreende:

1º) movimentos em ordem unida;

2º) movimentos em ordem dispersa e de maneabilidade:

3º) execução dos fogos.

– Os movimentos de ordem unida, de ordem dispersa e de maneabilidade, constituem objeto do presente Título.

– Quando uma secção de metralhadora é destacada, obedece, tanto quanto possivel, às prescrições do capítulo V.

ARTIGO II

A SECÇÃO A CAVALO EM  ORDEM UNIDA

49. A secção de metralhadoras, em batalha, ou em coluna, marcha, muda de direção, ou de andadura e para ao gesto ou ao comando do seu chefe.

– Os princípios os comandos e os gestos são os mesmos que para o pelotão de fuzileiros.

– A existência de cargueiros conduzidos a mão exige constante regularidade das andaduras. A atenção dos metralhadores e sobretudo dos condutores de cargueiros e a repetição dos gestos pelos graduados evitam as flutuações na marcha.

– Em terreno dificil, à indicação: "A’ vontade!” – as peças abrem ou cerram os intervalos ou passam em coluna, de acordo com as necessidades: conduzidas por seus chefes, escolhem as melhores passagens e procuram retomar, logo que possivel, os intervalos e distâncias normais.

– Se necessário, empregam-se alguns metralhadores como exploradores do terreno.

Exercícios de ordem unida:

– Formatura;

– Coluna por 3;

– Coluna por 2;

– Coluna por 1;

– Linha de esquadras por 1, justapostas;

– Formação em batalha;

– Montar e apear:

– Marcha em batalha;

– Mudança de direção;

– Rupturas;

– Desenvolvimento em batalha:

– Alinhamento;

– Abrir e unir fileiras;

– Recuar;

– Formação em 1 fileira;

– Coluna de peças em batalha.

– Ataque a cavalo;

– Carga e

– Reunir.

Formatura.

50. A formatura da secção realiza-se obedecendo aos mesmos princípios e comandos que à da peça. Executa-se normalmente em coluna por 3 e, eventualmente, em batalha ou em linha de esquadras por 1, justapostas.

Coluna por 3 (fig. 28.        pág. 72

51. A coluna por 3 é a formação normal de reunião; é tambem formação de marcha e de manobra.

– À retaguarda do cmt. da secção, a 1m,50 coloca-se o 2º remuniciador da 1ª peça; as peças e o grupo extrannumerário, em coluna por 3, são colocados sucessivamente a uma distância igual à que separa as fileiras, isto é 1m,50, em formação de reunião e manobra, 0m,75 em formação de estrada.

– Os metralhadores numeram por 3 em cada esquadra.

– A secção em coluna por 3 monta, apeia, marcha e faz alto, de acordo com os princípios já estabelecidos para a esquadra e a peça.

– A boa execução da marcha depende, principalmente, da regularidade das andaduras do guia. Cabe particularmente ao cerra-fila (cabo cmt. do grupo extra) zelar pelo que interressa à regularidade da marcha.

– A coluna por 3 faz meia-volta ao comando: “Secção, meia-volta direita (esquerda - Marche!, ou ao gesto correspondente. A coluna segue o guia; este executa duas mudanças de direcção sucessivas.

– O cmt. da secção pode dar a voz “Meia volta individual!” – quando as circunstâncias o exigem. Os metralhadores, em cada fileira, abrem, então, à direita e à esquerda, e executam individualmente a meia-volta à esquerda.

A coluna por 3, quando para na estrada, conserva a mesma formação e todos os cavalos são mantidos em seus lugares e voltados para a direção de marcha.

Coluna por 2 (Fig. 29).

52. A coluna por 2 é uma formação de marcha que permite melhor aproveitar os lados da estrada ou a coberta de uma fileira de àrvores para dissimular a secção à observação aérea e terrestre.

– Em coluna por 2 as peças o o grupo extranumerário sucedem-se como na coluna por 3, a 0m,75 de distância.

– A secção passa da coluna por 3 à coluna por 2, e inversamente, aos mesmos comandos e processos indicados para a peça: as peças e o grupo extxanumerário procedem como foi prescrito para as esquadras na escola da peça.

– Em coluna por 2 a secção monta, marcha e apeia, segundo os princípios estabelecidos para a peça.

Coluna por 1 (Fig. 30).

53. A coluna por 1 é uma formação de manobra.

         Aplicam-se à coluna por 1 as mesmas regras já estabelecidas para a coluna por 2. O cmt. da secção é seguido, a 1m,50 pelo cabo chefe da 1ª peça. As peças e grupo extranumerário ficam em coluna por 1, conservando os cavaleiros a distância de 0m,75.

Linha de esquadras por 1, justaposta 1 (Figura 31).

54. A linha de esquadras, por 1, justapostas, é uma formação de reunião e de manobra.

– As esquadras, em coluna por 1, são colocadas à mesma altura, na mesma ordem, da direita para a esquerda, como na secção em batalha.

– O grupo extranumerário forma, em coluna por 1, a 1m,50 de distância do 2º cargueiro da 2ª esquadra da 1ª peça.

– Na formação de reunião, o intervalo entre as colunas por é de 1 m.; na formação de manobra esse intervalo pode ser aumentado de acordo com as indicações do cmt. da seccão.

Formação em batalha (Fig. 32).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Págs.172 a 174 Figuras.

55. A formação em batalha é uma formação de manobra e, eventualmente, de combate a cavalo e de reunião.

– Nesta formação as peças em batalha colocam-se na mesma linha;

– O cabo chefe da 2ª peça, centro da formação, serve de homem-base e fica a 1m,50 do cmt. da secção. O grupo extranumerário forma uma 3ª fileira à retaguarda do centro da secção e a 1m,50 da 2ª fileira.

– A frente normal da secção em batalha é, assim, de cerca de 15 m.

         Ao comando: "Por esquadras – Numerar por 31” – numeram apenas os cabos e soldados da 1ª fileira das esquadras, como na escola da peça.

Montar a cavalo e apear.

56. A secção estando em batalha, o cmt. a cavalo à sua frente e os cavaleiros a pé, segurando os respectivos cavalos, ao comando: “Preparar para montar!” – o cmt. e as esquadras ímpares avançam 3 corpos de cavalo. Ao comando: “A cavalo!” – a secção monta como foi indicado para a escola da peça; isto feito, reconstitue-se a formação sem nova ordem.

– Estando a secção a cavalo, em batalha, com seu cmt., à frente, para apear, este e as esquadras ímpares e os metralhadores correspondentes da 3ª fileira ao comando: "Preparar" para apear!” – avançam 5 corpos a cavalo. A secção apeia, à voz de “A pé!” – de, acordo com as indicações da escola da peça.

– Estando a secção a pé na formação acima, isto é, as esquadras impares avançadas de 5 corpos de cavalo, o cmt. pode mandar montar ou reconstituir a batalha a pé, dando a voz de “Retomar o alinhamento!”.

         Em cada fieira de 3 os metralhadores unem primeiramente ao n. 2 e depois à secção formada em 3 fileiras

      Marcha em batalha.

57. A secção em batalha, marcha, muda de andadura e faz alto, como a peça. Mudança de direção.

58. A secção muda de direção, regulando-se pelos mesmos princípios estabelecidos para a peça.

– Quando o cmt. da secçãn quer mudar de direção num ângulo de 90º, comanda: “Secção, à direita (esquerda) – Marcke!”.

– Para fazê-lo, o guia indica pelo gesto a nova direção que a secção deve seguir depois da mudança de direção, volta em seguida o seu cavalo para ela e diminue a andadura, de modo que fique em seu lugar à frente do centro da secção quando, a mudança de direção estiver terminada, mas percorrendo um arco de círculo cujo raio é igual a meia frente da secção.

– O metralhador que serve de pião detém-se, voltando-se para a nova frente, gradativamente, sem sair do mesmo lugar; evita recuar, regula-se pela ala movente e dirige os metralhadores que lhe estão mais próximos.

– O metralhador da ala movente dá alguns passos em frente antes de mudar de direção, e descreve na andadura da marcha ou na ordenada, um arco de circunferência de raio igual à frente da secção, de maneira que não produza abertura ou compressão da fileira.

– Os metralhadores unem para o lado do pião e alinham-se pela ala movente; diminuem a andadura na proporção de seu afastamento desta ala.

– No momento em que a mudança de direção começa os metralhadores da 2ª fileira alargam a andadura e ganham terreno para a ala movente, afim de desembaraçar o pião, de modo que cada um deles se desloque de cerca de 3 cavaleiros para fora do seu chefe de fila.

– Os mais aproximados do pião desviam a anca de seus cavalos para a ala movente.

– Quando a secção atinge a nova frente, o guia a conduz atrás de si, indicando a direção à voz ou gesto.

– Em todas outras mudanças de direção de raio grande, a secção segue o guia, procedendo como na marcha em batalha. Os metralhadores unem para o centro e regulam as andaduvas de acordo com os lugares que ocupam nas fileiras; os metralhadores da 2ª fileira deslocam, quando preciso, as ancas dos seus cavalos para o lado da ala movente.

– Para fazer meia-volta, a secção executa duas mudanças de direção sucessivas, ao comando: “Secção, meia-volta à direita (esquerda) – Marche!” – que o guia confirma pelo gesto correspondente.

– Depois de terminada a mudança de direção, o guia indica a nova direção.

– Quando a secção está isolada, e se as circunstâncias o exigem, pode fazer meia-volta por movimentos individuais ao comando: "Meia volta individual!” – os metralhadores afastam-se do centro e fazem meia volta pela esquerda.

– Até que o cmt. retome o seu lugar à frente da secção, o cmt. do grupo extranumerário serve de guia, destacando-se para isso.

– A  secção em batalha, parada ao em marcha à voz " Por 3 Rupturas.

59. As rupturas se executam em princípio, sobre a peça da direita.

– A secção em batalha, parada ou em marcha, à voz “Por 3 (andadura) – Marche!” – a peça de direção segue o guia na andadura da marcha ou na indicada pelo cmt.; a outra peça e o grupo extranumerário colocam-se à retaguarda da peça de direção, pelo caminho mais curto.

– As rupturas por 2 e 1 se executam da mesma forma e ao comando: Por 2 (por 1) (andadura)Marche!”

– A secção, estando em batalha, seu cmt., tendo necessidade de executar pequenos deslocamentos para a direita (esquerda), comandará: Secção, (à direita esquerda) – Marche!” – as esquadras fazem à direita (esquerda) e rompem a marcha. Este movimento só deverá ser empregado excepcionalmente, quando o local for insuficiente ou em parada, revista, etc., nenhum elemento retomará o seu lugar normal na coluna. Reconstituir-se-á a formação em batalha por um movimento inverso – Secção, 3 à esquerda (direita) – Marche!”

Desenvolvimento em marcha.

60. Estando a secção em coluna por 3, parado ou em marcha, e orientação na direção do desenvolvimento, à voz Em, batalha, (andadura) – Marche!” – o respectivo cmt. continua na andadura da marcha; o chefe da 1ª peça, obliquando à direita, seguido de sua peça, coloca-se a um intervalo de 6 m. em relação ao eixo de marcha do cmt. da secção e desenvolve-a; o chefe da 2ª peça atua da mesma forma para a esquerda; o grupo extranumerário forma em 1 fileira, constituindo uma 3ª fileira da secção.

– Todos esses movimentos fazem-se por aceleração ou duplicação da andadura dos elementos da cauda, ou na andadura comandada, a testa conserva a da marcha. Em qualquer caso, porém, cada elemento toma a andadura da secção ao entrar em seu lugar.

O desenvolvimento da secção em batalha, partindo da coluna por 1 ou 2, executa-se de acordo com os princípios e comando já prescritos.

Alinhamento

61. Estando a secção em batalha, ao comando: Perfilar!” – os chefes de peça colocam-se na mesma linha, a 1m,50 à retaguarda do cmt. da secção ao qual deve corresponder exatamente o chefe da 2ª peça. Os metralhadores colocam-se à esquerda do seu chefe de peça com os cavalos direitos e perpendicularmente à frente; regulam a posição dos seus ombros, pela do chefe da 2ª peça e do metralhador da ala lançando um olhar à direita e à esquerda; unem, finalmente,  para o centro, de forma que os intervalos sejam de 0m,40 contados de joelho a joelho, cada metralhador estará bem colocado quando, voltando a cabeça para, a direita (esquerda) com o olho direito (esquerdo) veja somente o companheiro que se acha imediatamente a seu lado e com o esquerdo (direito) divisa o resto da fileira deste lado.

– Os metralhadores dafileira devem cobrir exatamente a seus chefes de fila, na mesma direção e conservando a distância de 1m,50, enquanto os da 3ª fileira procedem da mesma forma em relação aos da 2ª.

– A voz Firme!" – o alinhamento termina e todos os metralhadores ficam imóveis.

Abrir e unir fileiras.

62. Este movimento tem por fim dar à secção uma formação própria para a inspeção.

– A secção em batalha a cavalo ou a pé, à voz “Abrir fileira – Marche!” – o cmt. avança 3 corpos de cavalo e volta-se para o cavaleiro do centro; a 1ª fileira avança 2 corpos de cavalo; a 2ª avança 1 corpo de cavalo e a 3ª não se move.

– À voz “Unir  fileiras” – Marche! – a 2ª e a 3ª fileiras retomam a distância regulamentar e o cmt. da secção volta a seu lugar.

Recuar

63. Este movimento só é executado para pequenos deslocamentos.

– À voz “A retaguarda Marche!" – todos os metralhadores recuam simultaneamente, conservando os respectivos lugares até o comando: “Alto!”   

Formação em 1 fileira ( Fig. 33).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 177 Figura.

64. A secção forma em 1 fileira com o mesmo objectivo e sob os mesmos princípios e comandos que a peça. O cabo chefe da 2ª peça fica a retaguarda do cmt. da secção, o grupo extranumerário forma uma 2ª fileira.

– A secção, estando em marcha ou parada, em uma formação qualquer, à voz “Em 1 fileira – Marche!”o cmt. continua na mesma andadura; as 2 peças formam em 1 fileira, obliquando a direita e à esquerda, para abrir os intervalos necessários.

– A secção em 1 fileira monta, apeia reconstitue a batalha e parte em coluna da mesma forma e pelos comandos estabelecidos para a peça.

– Nos movimentos de montar e apear, o cmt. da secção avança 3 corpos de cavalo, a 1ª fileira avança 1 corpo de cavalo; as 2 peças e o grupo extranumerário procedem como está prescrito na escola da peça.

Coluna de peça em batalha (Fig. 34).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 178 Figura.

65. A coluna de peças em batalha é uma formação de marcha, empregada excepcionalmente, quer para diminuir a profundidade da coluna , quando a largura da estrada o permite, quer para atravessar rapidamente por pequenas unidades constituídas, uma estrada em que a circulação está regulada.

– Essa formação é tomada ao comando : "Coluna de peças em batalhaMarche!”as 2 peças, em batalha, e o grupo extranumerário em 1 fileira, colocam-se sucessivamente a uma distância variável com o objetivo da formação.

Ataque a cavalo – Carga – Reunir

– A secção combate a cavalo, de acordo com princípios e comandos já estabelecidos na escola da peça e obedecendo ainda às prescrições constantes dos §§ 443 a 446, da 1ª  Parte – 2º Vol. do R.E.C.C.

ARTIG0 III

A SECÇÃO EM ORDEM DISPERSA

– Dispersão por peças ou por esquadras, em profundidade e em largura.

– Dispersão em forrageadores.

– Dispersão em caso de surpresa.

– Precauções contra a aviação.

– Exploradores.

66. As formações em ordem dispersa são formações de marcha de aproximação e de combate. Permitem diminuir a visibilidade e a vulnerabilidade da tropa, preparar um apear rápido das peças e dispersar os grupos dos cavalos de mão antes de empenhar-se no combate pelo fogo.

– A secção dispersa em uma frente de, mais ou menos, 100 m.

– Os princípios gerais, estabelecidos para a peça em ordem, são aplicáveis à seccão.

– Executam-se as dispersões, em princípio, sobre a 1ª peça, unidade de direção; o cmt. da secção pode, entretanto, por indicação, realizá-la sobre a 2ª peça.

O grupo extranumerário comporta-se como peça nas formações por peça e como esquadra nas formações por esquadras.

– Em todas as dispersões as peças e as esquadras tomam as formações prescritas na escola da peça e, partindo da ordem unida, formam em coluna por 3, quando não há determinação contrária.

– Os chefes de peça e o cmt. do grupo extranumerário, nas dispersões em geral são os guias de suas unidades. Nas dispersões por esquadras os chefes de peças ficam à frente da esquadra mais próxima do cmt. da secção.

– O cmt. da secção determina, se for necessário, a peça ou o esquadra de direção.

– O cmt. da unidade de direção acompanha o cmt. da secção a peça ou marcha na direção indicada.

Nas dispersões em largura, a unidade de direção marcha com um avanço de cerca de uma quinzena de metros das demais; indica, por seu exemplo, a direção, a andadura e, em princípio, a formaçâo a tomar.

– O cmt. da secção, antes de adotar uma formação dispersa deve orientar a testa para a direção, segundo a qual marchará depois da dispersão.

– Em todas as formações o cmt. do grupo extranumerário é o cerra-fila da secção; mas, quando a secção se acha com a frente invertida, ele assegura a direção de marcha até que o cmt. possa retomá-la.

– O cmt. da secção quando quer mudar de direção orienta a unidade de direção e, durante a execução do movimento, as demais unidades não são obrigadas a conservar os intervalos, pois devem se dirigir pelo caminho mais curto aos seus lugares na nova formação.

-- O cmt. da secção dá a voz “Em cada peça (esquadra), à direita (esquerda) – Meio-volta! – indica, se for o caso, uma nova unidade de direção, quando a secção, depois de dispersa, deve ganhar terreno para um dos flancos ou fazer meia-volta.

A meia-volta executa-se sempre pela esquerda e, uma vez a secção fica momentaneamente invertida.

Dispersão por peças ou por esquadras em profundidade (Figuras 35 e 36)

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 180 Figura.

67. Estas dispersões efetuam-se ao comando: “A tantos metros, coluna de peças (esquadra), (formação), {andadura) – Dispersão!  – as peças e as esquadras executam o movimento de acordo com as regras estabelecidas para as esquadras nas dispersões em profundidade na escola da peça; – o grupo extranumerário segue a peça, ou a esquadra da cauda, a cerca de 10 m.

Dispersão por peças ou por esquadras em largura (Figs. 37 e 38) .

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 181 Figura.

A secção dispersa-se em largura, em linha de peças ou de esquadras.

68. A secção dispersa-se em largura, em linha de peças ou de esquadras.

– Estas dispersões executam-se ao comando. “A tantos metros, linha de peças (esquadras, (formação). andadura) – Dispersão!"

– as peças ou as esquadras atuam de acordo com as regras estabelecidas para as esquadras nas dispersões em largura, na escola da peça observando-se, porem, que a unidade de direção precede de cerca de uma quinzena de metros às demais.

– O grupo extranumerário acompanha a uma dezena de metros. a unidade de direção.

Dispersão em forrageadores (Fig. 39)

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 181 Figura.

69. formação da secção em forrageadores é uma formação de aproximação, de reconhecimento e de ataque. Realiza-se pela dispersão das unidades da secção em forrageadores, depois de já estarem dispersas em largura.

– A dispersão em forrageadores pode, porem, ser tomada diretamente, partindo de uma formação qualquer de ordem unida.

– Ao comando: “A tantos metros (andadura) – Em forrageadores” – as peças e o grupo extranumerário ocupam seus lugares como para uma dispersão em linha de peças e são dispersos em forrageadores por seus chefes logo que tenham sido orientados para a direção de marcha.

– Considerando a extensão da frente, os chefes de peça devem obliquar o suficiente para tomarem a direção e só desenvolverem as respectivas unidades em forrageadores, depois de alcançarem os  intervalos necessários.

– O grupo extranumerário marcha na esteira da unidade de direção a cerca de 30 m. de distância.

– Ao comando: “Meia-volta individual” – os forrageadores fazem a meia-volta pela esquerda, como na escola da peça.

– A secção em forrageadores ataca à arma branca como a peça.

– Há sempre vantagem em dispersar a secção em forrageadores atrás de uma máscara, ao abrigo das vistas, assim como reuní-la novamente, tanto quanto possível, ao abrigo das vistas e dos fogos.

Dispersão em caso de surpresa (Fig. 40).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 182 Figura.

Em caso de surpresa por fogos de infantaria, engenhos blindados, a secção pode dispersar rapidamente em forregeadores, à voz “Em forrageadores – À vontade!” ou "Meia-volta, em forrageadores – À vontade!” – as unidades procedem de acordo com as prescrições para as formações dispersas em largura, da secção e em cada unidade o movimento se executa conforme as indicações já fixadas na escola da  peça.

– Em caso de surpresa por fogos de Artilharia, a secção pode dispersar rapidamente à voz “Por peças, à vontade – Dispersão!” – O guia e a 1ª  peça se deslocam 50 m. para a direita; a 2ª peça se desloca para a esquerda, da mesma distância, conservando um escalonamento de uma quinzena de metros em relação à 1ª; em cada peça as esquadras se dispersam em profundidade com 50 m. de distância; o grupo extranumerário segue na esteira da 1ª; peça, a cerca de 50 m. e seu cmt. à retaguarda, como cerra-fiIa da secção.

– As esquadras, em princípio, tomam a formação em coluna por 1.

– As distâncias e intervalos indicados são apenas aproximados e subordinados, como as formações de cada esquadra, ao terreno e aos recursos que este apresenta contra as vistas e contra os fogos.

– Precauções contra a Aviação.

71. Para subtrair-se às vistas aéreas e fogos de aviões, a secção procede de acordo com as prescrições do §  453, da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C. – caso não deva ocupar posição para atirar contra os mesmos.

Exploradores.

72. Os metralhadores são empregados como exploradores nas condições previstas e reguladas no § 361, 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.

ARTIGO  IV

FORMAÇÃO DE COMBATE DO GRUPO DE TIRO E GRUPOS DE CAVALOS DE MÃO

Formação de combate do grupo de tiro.

73. A progressão da secção realiza-se durante a maior parte do tempo possível, com o material encarregado nos cargueiros.

O cmt. da secção recebe do seu cmt. de pelotão, ou do cmt. da unidade junto à qual está destacado, as indicações relativas à posição de descarregamento, à posição de tiro e seu itinerário de acesso, bem como as instruções para a entrada em posição e preparação do tiro.

      Toma, então as disposições necessárias para apear na posição de descarregamento e parte em reconhecimento, acompanhado pelo telemetrista, condutor do cargueiro-telêmetro (3), se for o caso, e o agente de transmissão.

___________________

(3) Está em estudos um tipo de cargueiro para transportar o telêmetro e o material topográfico da secção.

Ao comando : “Combate a pé” – as duas peças procedem como está prescrito no § 36 (4).

– O cmt. da secção, o telemetrista e o agente de transmissão  entregam seus cavalos ao condutor do cargueiro-telêmetro e retiram o seu material desse cargueiro.

– O material das peças é descarregado e repartido como está estabelecido no § 36. O cmt. da secção faz retirar as bolsas de munição necessárias, dos 2º e 3º cargueiros, se para isso receber ordem.

– A secção apeada forma uma fileira ou em linha de peças em coluna por 1, com ou sem intervalos, depois dos serventes de cada peça estarem à retaguarda de seus cabos, na ordem indicada no § 36.

– O cmt. da secção, guiado pelo agente de transmissão do pelotão, orienta a secção para a posição de tiro, pelo itinerário indicado e na formação prescrita. A marcha do grupo de tiro far-se-á de posição de abrigo em posição de abrigo,. até o momento em que estiver iminente a sua entrada em posição. Logo após ter ocupado a sua posição de combate, o cmt. da secção informa ao seu cmt. de pelotão ou ao cmt. da unidade junto à qual está destacado, sobre as possibilidades de fogos da sua secção .

Grupos de cavalos de mão.

74. Quando a secção de metralhadoras atua, enquadrada no pelotão de metralhadoras, os seus cavalos de mão fazem parte, em princípio, do escalão do pelotão, que fica sob o comando do sargento cmt. da secção extra.

– Se a secção estiver destacada do seu pelotão, seus cavalos de mão ficam sob o comando do cabo cmt. do escalão da secção, que recebe ordens do oficial ou graduado cmt. dos cavalos de mão da unidade junto à qual a secção opera.

ARTIGO  V

ESCOLA DA SECÇÃO A PÉ.

Exercícios de ordem unida.

75. Os exercícios de ordem unida da secção teem os mesmos objetivos e são executados segundo os mesmos princípios que os do grupo de combate (§ 368 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.). Realizam-se sem as peças e o material respectivo, porem os metralhadores são armados de espada ou mosquetão.

 A secção será constituida com tantas esquadras quantas permitam o seu efetivo.

Exercícios de maneabilidade.

76. Os exercícios de maneabilidade das secções de metralhadoras teem por fim adextrá-las nas formações de aproximação e nos processos de ocupação de uma posição de tiro durante o combate.

___________________

(4) Em uma secção bem instruida, em atuação normal, o pessoal do grupo de tiro deve levar menos de 1 minuto para apear, descarregar o material e formar por peça, ficando pronto para avançar até a posição de tiro.

– Para sair da posição, carregar os cargueiros, já aproximados da posição de tiro, e montar, os metralhadores devem levar no máximo, 2 minutos.

– A secção pode dispersar se:

– em coluna por peça e

– em linha de pegas.

– A voz "Combate a pé!" – a secção apeia,  como está prescrito no § 73, e forma em linha de peças, estas em coluna por 1. Esta formação é, por  excelência, a de aproximação da  secção, e, devido à sua flexibilidade, permite executar rapidamente a ocupação da posição de tiro e a entrada em posição das peças.

  A frente de dispersão de secção é em média de 30 cm.

– Para passar da linha de peças para a coluna por peças, cmt. da  secção comanda: "Base tal peça, peças a tantos metros de distância – Marche!"

– A passagem da coluna por peça para a linha de peças, se faz á voz "Base tal peça, a tantos metros de intervalo, tal peça à direita (esquerda) – Marche!"

– A secção estando em coluna por peça ou em linha por peças, cada peça pode formar em atiradores para diminuir a vulnerabilidade, bastando para isso dar a indicação: "Peças em atiradores!" – antes da voz de execução; essa formação é tomada quando a secção fica exposta aos fogos de infantaria. A peça forma em atiradores da mesma forma que a esquadra (§ 367 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.).

– A secção de metralhadores marcha e envolve nos exercícios de maneabilidade de acordo com as regras prescritas para a maneabilidade do grupo de combate. Nos comandos, a palavra "peça" substitue a palavra "esquadra".

Entrada em posição.

77. O cmt. da secção determina, aproximadamente, a posição das suas peças; chama em seguida, os chefes de peças e dirige-os, por gestos, para as suas posições.

– Os chefes de peça avançam, rapidamente, para as posições que lhes foram indicadas, colocam no chão as bolsas de munição e ajoelhados ou deitados, voltam-se para a direção designada pelo cmt. da secção. Este indica a alça e o objetivo correspondente.

– O cmt. da secção comanda: "Em posição!"– Os chefes da peça repetem a voz e os serventes procedem como foi prescrito na escola da peça.

– Toda metralhadora em posição deve estar apontada para um objetivo determinado ou para um ponto de referência.

– O cmt. da secção faz deitar ou abrigar seus homens, na proximidade das peças, sem amontoá-los, até o momento da abertura do fogo.

– Para evitar despertar a atenção do inimigo sobre a entra em posição, e se não há urgência na sua execução, o cmt. da secção comanda: "Homem a homem – Em posição!" – Cada servente aguarda, para avançar, que o servente precedente tenha chegado sobre a posição do tiro.

– O cmt. da secção pode, ainda se for necessário, fazer executar a entrada em posição por peça.

– O telemetrista arma o seu aparelho utilizando o terreno com cuidado para dissimulá-lo às vistas e inicia as operações que lhe cabem executar.

Remuniciamento.

78. O remuniciamento deve ser assegurado de modo contínuo.

– Por ocasião da abertura do fogo, cada metralhadora dispõe de 10 bolsas de munição e 6 bolsas de água.

– O cmt. do pelotão prescreve, no momento da entrada em posição, a organização, nas proximidades das peças de cada secção, de um pequeno depósito de munição e, se possivel, de água. Para isso, os remuniciadores organizam, com ferramenta portátil, um abrigo, quer por simples arranjo dos acidentes do solo (pequenos aterros, fosso, escavação de obuses, etc.) quer pela criação de um elemento de trincheira (2º Parte do R. O. T.). Entretanto, se o cmt. do pelotão prevê um deslocamento imediato, bastará fazer aproximar, tanto quanto possivel, da posição ocupada, os outros 2 cargueiros de munição de cada peça.

– À indicação ou ao sinal "Remuniciamento!" – feito pelo cmt. da secção ou chefes de peça os remuniciadores completam o número de bolsas cheias (4 por peça) e retiram as vazias.

– O cmt. da secção, auxiliado pelo cabo cmt. do escalão preocupa-se principalmente com tudo o que concerne ao remuniciamento.

– Em caso de necessidade, pede às unidades de fuzileiros vizinhas alguns cavaleiros para substituir os remuniciadores que faltarem, os quais terão por missão transportar a munição do escalão até a posição dos municiadores.

– O cmt. da secção, os chefes de peças e o cabo cmt. do escalão mateem-se constantemente a par do número de cartuchos disponiveis.

Mudança de posição.

79. Quando a secção tiver que efetuar uma mudança de posição a curta distância, seu cmt. indica aos chefes de peça a nova posição que as suas metralhadoras devem ocupar, e em seguida, comanda: "A braço – Transportar!" – Cada metralhadora será conduzida a braço, de acordo com o que foi prescrito na escola da peça.

– O remuniciamento será imediatamente assegurado na nova posição.

– A visibilidade da secção no movimento a braço é consideravel; se a abertura do fogo não for urgente, o cmt. da secção comandará, de preferência: "Desmontar para transportar!" – mandará os chefe de peça tomarem a posição escolhida, e, em seguida, comandará: "Em posição!" ou "Homem a homem – Em posição!"

– Quando a mudança de posição exigir um grande deslocamento, o cmt. da secção comandará: "Desmontar para transportar, tal formação!" – as peças tomam as formações indicadas.

– Se o terreno e a situação tática o permitirem, o escalão avançará para a posição de tiro, o material será carregado e a secção se deslocará na formação mais conveniente.

CAPÍTULO V

O Pelotão de Metralhadoras

ARTIGO I

GENERALIDADES

80. O pelotão de metralhadoras, comandado por um tenente, que dispões de um sargento auxiliar, compõe-se de:

– 2 secções de metralhadoras e

– 1 secção extraonumerária.

– A escola do pelotão de metralhadoras tem  por fim ensinar as secções a executar, reunidas, o que aprenderam separadas, e exercitar o pelotão em todos os movimentos necessários ao seu emprego, seja isoladamente, seja no âmbito do esquadrão de metralhadoras.

– O pelotão emprega frequentemente a ordem dispersa.

– Todas as prescrições gerais dos títulos II, III E IV da 1ª Parte – 2º Vol., do R. E. C. C., são aplicaveis ao pelotão de metralhadoras.

– Quando um pelotão de metralhadoras é destacado do esquadrão e posto á disposição de uma unidade de fuzileiros o tenente marcha com o cmt. dessa unidade. O sargento auxiliar assume então o comando do pelotão.

– A escola do pelotão compreende:

1º – a cavalo: exercícios de ordem unida e de ordem dispersa;

2º – a pé: exercícios de ordem unida e de maneabilidade;

3º – a cavalo e a pé: exercícios de combate.

– Os exercícios de combate são tratados na 2ª Parte do  R. E. C. C.

ARTIGO II

O PELOTÃO A CAVALO EM ORDEM UNIDA

– Formatura;

– Coluna por 3, por 2 e por 1;

– Linha de esquadra por 1, justapostas;

– Formação em batalha;

– Montar e apear;

– Marcha em batalha;

– Mudança de direção;

– Rupturas;

– Desenvolvimento em batalha;

– Alinhamento;

– Abrir e unir fileiras;

– Recuar;

– Formação em 1 fileira;

– Coluna de peças em batalha;

– Ataque a cavalo;

– Carga;

– Reunir.

Formatura.

81. A formatura do pelotão realiza-se, obedecendo aos mesmos princípios e comandos que a da peça. Executa-se normalmente em coluna por 3, eventualmente, em batalha ou em linha de esquadras por  1 justapostas.

Coluna por 3, por 2 e por 1 (Fig. 41).

82. Essas formações são tomadas e empregadas de acordo com os princípios e vozes já estabelecidos na escola da peça.

– O sargento auxiliar se coloca a 1m,50 à retaguarda e à direita do cmt. do pelotão e é seguido pelo agente de transmissão que fica a 1 m. à sua retaguarda e à esquerda.

– A secção extranumerária fica á retaguarda da  2ª secção e se comporta como se fosse uma esquadra.

Linha de esquadras por 1, justapostas (Fig. 42).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 189 Figura.

83. A linha de esquadras por 1, justapostas, e uma formação de reunião e de manobra.

– As secções, em linha de esquadras por 1, são colocadas à mesma altura, na mesma ordem, da direita para a esquerda como no pelotão em batalha. O sargento auxiliar conserva a distância de 1m,50 do cmt. do pelotão e é seguido a 1m., pelo agente de transmissão que fica a sua retaguarda é à esquerda: os cmts. da secção ficam a 1m,50 à retaguarda do agente de transmissão e a essa mesma distância, na frente da 2ª esquadra de sua secção.

– Os grupos extranumerários, em coluna por 1, ficam a 1m,50 à retaguarda das 2as esquadra das secções.

– A secção extranumerária, em coluna por 1, forma a 1m,50 à retaguarda da 4ª esquadra da 1ª secção.

– Na formação de reunião, o intervalo entre as colunas por 1 é de 1 m.; na formação de manobra esse intervalo pode ser aumentado de acordo com as indicações do cmt. do pelotão.

Formação em batalha. (Fig. 43).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 190 Figura.

84. A formação em batalha é uma formação de marcha e, eventualmente, de combate a cavalo e de reunião.

– Nessa formação as secções em batalha colocam-se na mesma linha.

– O cmts. de secção ficam nas alas do pelotão; o sargento auxiliar e o agente de transmissão formam como cerra-filas, respectivamente aos cmts. da 1ª e 2ª secções: o cabo chefe da 1ª peça da 2ª secção, cento da formação, serve de homem-base e fica a 1m,50 à retaguarda de cmt. do pelotão.

– Os grupos extranumerários formam uma 3ª fileira à retaguarda das 2ª e 3ª esquadras e a 1m,50 da 2ª fileira.

– O cabo remuniciador e o ordenança  do tenente com o cavalo de mão formam em uma fileira a 1m,50 à retaguarda da 1ª esquadra da 2ª secção.

– O sargento cmt. da secção extra, cerra-fila do pelotão, forma a 1m,50 á retaguarda da 2ª montada do tenente.

– A frente normal do pelotão em batalha é, assim de cerca de 30 m.

– Ao comando: " Por esquadras, numerar por 3!" – numeram apenas os cabos e soldados da 1ª fileira, como na escola da peça, exclusão,  portanto, dos sargentos.

Montar a cavalo e apear – Marcha em batalha – Mudança de direcção – Rupturas.

85. Estes movimentos executam-se de acordo com as mesmas prescrições e vozes estabelecidas na escola da secção.

– Nas rupturas, partindo da formação em batalha, o sargento auxiliar e o agente de transmissão retomam seus lugares à retaguarda do cmt. do pelotão, seguidos pelo cmt. da 1ª secção que, à frente da sua 1ª esquadra, fá-la romper, segundo os princípios da escola da secção.

Desenvolvimento em batalha.

86. Estando o pelotão em coluna por 3, parado ou em marcha e orientação na direção do desenvolvimento, à voz "Em batalha (andadura) – Marche!" – o respectivo cmt. continua na andadura de marcha; o sargento auxiliar se desloca para a direita e o agente de transmissão para a esquerda, de maneira a tomarem seus lugares, respectivamente, à retaguarda dos comandantes das 1ª e 2ª secções; o cmt. da 1ª secção obliquando à direita seguido de sua secção, coloca-se a um intervalo de 15m. em relação ao eixo de marcha do cmt. do pelotão, desenvolve-a e coloca-se à direita da 1ª fileira; o emt. da 2ª secção atua da mesma forma para a esquerda; a 2ª fileira toma, se for necessário, a distância de 1m,50 da 1ª; os grupos extranumerários e a secção extranumerária formam em uma fileira, como está prescrito na formação em batalha.

– Todos esses movimentos fazem-se por aceleração ou duplicação de andadura dos elementos da cauda, ou na andadura comandada; a testa conserva a da marcha. Em qualquer caso, porém, cada elemento toma a andadura do cmt. do pelotão ao entrar em seu lugar.

– O desenvolvimento do pelotão em batalha, partindo da coluna por 1 ou por 2, executa-se de acordo com os princípios e comandos já prescritos.

Alinhamento.

87. Estando o pelotão em batalha, ao comando: “Perfilar!” – o cabo chefe da 1ª peça da 2ª, secção e os cmts. de secção colocam-se na mesma linha, a 1m,50 à retaguarda do cmt. do pelotão, ao qual deve corresponder exatamente o chefe da 1ª peça da 2ª secção, de modo que a partir deste, à meia frente de pelotão, para cada lado encontram-se os cmts. de secção. Os metralhadores colocam-se entre estes 3 pontos, com os cavalos direitos e perpendicularmente à frente; regulam a posição de seus ombros pela do chefe da 1ª peça da 2ª secção e dos graduados da ala lançando um olhar à direita ou à esquerda; unem, finalmente, para ao centro, de forma que os intervalos sejam de 0m,40 contados entre os joelhos.

– Os metralhadores da  2ª fileira devem cobrir exatamente a seus chefes de fila na mesma direção e conservando a distância de 1m,50 enquanto os da 3ª fileira (grupos extranumerários e secção extranumerária) procedem da mesma forma em relação à 2ª.

– À voz “Firme!” – o alinhamento termina e todos os cavaleiros ficam imóveis.

Abrir e unir fileiras.

88. Este movimento tem por fim dar ao pelotão uma formação própria para a inspeção.

– O pelotão em batalha a cavalo ou a pé, à voz “Abrir Fileiras – Marche!” – o cmt. avança 3 corpos de cavalo e volta-se para o chefe da 1ª peça da 2ª secção; a 1ª fileira avança 2 corpos de cavalo; a 2ª avança 1 corpo de cavalo e a 3ª não se move.

– A voz “Unir fileiras – Marche!” – as 2ª e 3ª fileiras retomam a distância regulamentar e o cmt. do pelotão volta a seu lugar.

Recuar.

89. Este movimento só é executado para pequenos deslocamentos.

– À voz: “Á retaguarda – Marche!” – todos os metralhadores recuam simultaneamente, conservando os respectivos lugares, até o comando: “Alto!”

Em uma fileira (Fig. 44).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 192 Figura.

90. O pelotão forma em uma fileira com o mesmo objetivo e sob os mesmos princípios e comandos que secção. Os cmts. de secção colocam-se nas alas, o sargento auxiliar e o agente de transmissão, respectivamente, à retaguarda dos cmts. das 1ª e 2ª secções a 1m,50; a secção extranumerária e os grupos extranumerários formam uma 2ª fileira a 1m,50 à retaguarda das frações que cobrem nas formações em batalha; o sargento cmt. da secção extra, cerra-fila do pelotão, forma à retaguarda da secção extranumerária.

– O pelotão, estando em marcha ou parado, em uma formação qualquer à voz “Em uma fileira – Marche!” – o cmt. continua na mesma andadura, as 2as. secções formam em uma fileira, obliquando à direita e à esquerda para abrir os intervalos necessários.

– O pelotão em uma fileira monta, apeia, reconstitue a batalha e parte em coluna, da mesma forma e pelos mesmos comandos estabelecidos para a secção.

– Nas rupturas os cmts. de secção partem à frente de suas secções; o sargento auxiliar e o agente de transmissão, desde o início da formação tomam os seus lugares em relação ao cmt. de pelotão.

Coluna de peças em batalha.

91. Esta formação é empregada e tomada de acordo com o que foi prescrito na escola da secção.

– Os grupos extranumerários e a secção extranumerária formam em uma fileira.

Ataque a cavalo – Carga – Reunir.

92. O pelotão de metralhadoras combate a cavalo de acordo com os princípios e comandos estabelecidos na escola da peça e obedecendo, ainda, às prescrições constantes dos §§ 443 a 446 da 1ª Parte – 2º Vol., do R. E. C. C.

ARTIGO III

O PELOTÃO EM ORDEM DISPERSA

– Dispersão por secções, peças ou esquadras em profundidade e em largura.

– Dispersão em caso de surpresa.

– Precauções contra a aviação.

– Exploradores.

93. As forças em ordem dispersa do pelotão de metralhadoras são formação de marcha de aproximação. Permitem diminuir a visibilidade, e a vulnerabilidade da tropa, preparar um apear rápido das secções e dispersar os grupos de cavalos de mão antes da ocupação de uma posição.

– O pelotão dispersa em uma frente de 200 a 250 m.

– Os princípios gerais estabelecidos para a secção em ordem dispersa são aplicaveis ao pelotão.

– Executam-se as dispersões, em princípio, sobre a 1ª secção; o cmt. do pelotão pode; entretanto, executá-las sobre a 2ª secção.

– Em todas as dispersões as secções e as peças tomam as formações prescritas na escola da secção e, partindo da ordem unida, formam em coluna por 3 quando não há determinação contrária.

– O sargento auxiliar e o agente de transmissão colocam-se à retaguarda do cmt. do pelotão, logo que é tomada uma formação dispersa.

– Os cmts. de secções, nas dispersões em geral, e os chefes de peças nas dispersões por peças, são os guias de suas unidades. Porem, quando as peças se acham em coluna por 3, 2 ou 1, os respectivos cabos permanecem na fileira.

– Nas dispersões por peça os cmts. de secção ficam com as respectivas secções à frente da peça. mais próxima do cmt. do pelotão.

– cmt. do pelotão determina; se for necessário, a secção ou peça de direção.

– O cmt. da unidade de direção acompanha o cmt. do pelotão a 9 m. ou marcha na  direção indicada.

– Nas dispersões em largura, a unidade de direção marcha com um avanço de cerca de uma quinzena de metros sobre as demais.

(meia volta)! – e indica, se for o caso, uma formação dispersa, deve orientar a testa para a direção, segundo a qual marchará depois da dispersão.

– Em todas as formações o sargento cmt. da secção extra é o cerra-fila do pelotão, mas, quando o pelotão se acha com a frente invertida, ele assegura a direção de marcha até que o cmt. do pelotão possa retomá-la.

– O cmt. do pelotão, quando quer mudar de direção, orienta a unidade de direção, e, durante a execução do movimento, as demais unidades não são obrigadas a conservar os intervalos, pois devem se dirigir pelo caminho mais curto aos seus lugares na nova formação.

– O cmt. do pelotão dá voz “Em cada secção (peça) (esquadra), á direita (esquerda) (meia volta)!” – e indica, se for o caso, uma,  nova unidade de direção, quando o pelotão, depois de disperso deve ganhar terreno para um dos flancos ou fazer meia volta.

– A meia volta é executada sempre pela esquerda e, uma vez feita, o pelotão fica momentaneamente invertido.

Dispersão por secções, peças ou esquadras

em profundidade (Figs. 45, 46 e 47).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 194 Figura.

94. Estas dispersões efetuam-se ao comando: “A tantos metros, coluna de secções (peças) (esquadras), (formação), (andadura) – Dispersão!" – as secções, peças e esquadras executam o movimento de acordo com as regras estabelecidas nas respectivas escolas: a secção extranumerária segue a fração da cauda a cerca de 10 m.

Dispersão por secções, peças ou esquadras, em largura. (Figs. 48,49 e 50).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 195 Figura.

95. O pelotão dispersa em largura, em linha de secções, de  peças ou de esquadra.

– Estas dispersões executam-se ao comando: "A tantos metros, linha de secções (peças), (esquadras), (formação), ( andadura) – dispersão !" – as secções peças ou esquadras procedem de acordo com as prescrições estabelecidas nas respectivas escolas, Para as dispersões em largura; observando-se porem, que a unidade de direção precede de cerca de uma quinzena de metros às demais; a secção extranumerária acompanha, a uma dezena de metros, a unidade de direção.

96. Em caso de surpresa por fogos de Infantaria ou engenhos blindados, o pelotão de metralhadoras pode dispersar rapidamente em forrageadores, à voz “Em forrageadores – À vontade !" ou “Meia volta, em forrageadores – À vontade!" – as unidades procedem de acordo com as prescrições para as formações dispersas em largura, do pelotão, e em cada unidade o movimento se executa conforme as indicações já fixadas na escola da secção (dispersão em caso de surpresa).

– Em caso de surpresa por fogo de Artilharia, o pelotão pode dispersar rapidamente à voz "Por secções, à vontade – Dispersão!" – o cmt. do pelotão e a 1ª secção se deslocam 50 m. para a direita, a 2ª secção se desloca para a esquerda, da mesma distância, conservando um escalonamento de uma quinzena de metros em relação a primeira; em cada secção as peças se dispersam em profundidade com 50m. de distância: a secção extranumerária segue na esteira da 1ª secção, a cerca de 50 m.

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 196 Figura.

Dispersão em caso de surpresa (Fig. 51)

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 197 Figura.

– As peças, em principio, tomam a formação em coluna por 1.

– As distâncias e os intervalos indicados são apenas aproximados e subordinados como as formações de cada peça ao terreno e aos recursos que este apresenta contra as vistas e contra os fogos.

Precauções contra a aviação – Exploradores.

97. As precauções contra a aviação e o emprego de exploradores, no âmbito do pelotão, fazem-se de acordo com o que foi Prescrito na escola da secção.

ARTIGO IV

FORMAÇÃO DOS COMBATENTES A PÉ  – GRUPO DOS CAVALOS DE MÃO

98. O cmt. do pelotão prepara o engajamento das suas secções de acordo com missão recebida do capitão cmt. do esquadrão de metralhadoras e engenhos ou cmt. da unidade junto à qualidade destacado.

– Executa seu recolhimento, acompanhado por seu pessoal de comando, e, geralmente, pelos 2 telemetristas e cargueiros telêmetros; algumas vezês os cmts, de secção participam desse reconhecimento. Dá a missão de cada secção, sua posição de descarregamento, posição de tiro, itinerário de acisso e demais prescrições constantes da 2ª parte do R. E. C. C.

– As ordens do cmt. do pelotão são levadas às secções pelos agentes de transmissão das secções ou pelo do pelotão.

– O grupo de cavalos de mão é comandado pelo sargento cmt. da secção extra  (cmt. do escalão ); fica, sempre que possível à disposição direta do cmt. pelotão : quando as circunstâncias  não o permitam estaciona no ponto designado pelo capitão cmt. do esquadrão de metralhadoras e de engenhos ou pelo cmt. da unidade junto à qual o pelotão opera; neste caso, o sargento cmt. do conjunto dos grupos de cavalos de mão.

– As prescrições dos §§ 457 e 458 da 1ª Parte – 2º vol. Do R. E. C. C., são aplicaveis ao pelotão de metralhadoras.

ARTIGO V

ESCOLA DO PELOTÃO A PÉ

Exercícios de ordem unida

99. Os exercícios de ordem unida do pelotão de metralhadoras teem os mesmos objetivos e executam-se segundo os mesmos princípios e comandos  estabelecidos paa o pelotão de fusileiros (§§ 461 a 464 da 1ª Parte – 2º vol. Do  R. E. C. C.

– Realizam-se sem as peças e o material respectivo, porém os metralhadores são armados de espada ou mosquetão.

– O pelotão , será constituido, em princípio, de 2 secções.

Exercícios de maneabilidade.

100. Os princípios expostos nos §§ 93 e 76 , assim como o art. II Capítulo III, Título IV, da 1ª Parte  – 2º Vol. Do R.E.C.C. são aplicaveis ao pelotão de metralhadoras.

Formações de aproximação.

101. As formações de aproximação derivam, seja da coluna de secções, seja da linha de secções, O cmt. do pelotão fixa as distâncias e intervalos a tornar entre as secções, bem como as formações, de acordo com o terreno e as  circunstâncias.

– Os comandos para a passagem de uma formação a outra devem dados , segundo as prescrições do § 474, da 1ª Parte , 2º Vol. Do R. E. C. C., onde se substitue  palavra "grupo" por "secção".

Remuniciamento        

102. o cmt. do pelotão faz organizar, sempre que entra em posição, por secção , um pequeno depósito de munição e de água.

–Se, entretanto, prevê, um deslocamento mais ou menos imediato, bastará fazer aproximar, tanto quanto possível, da posição ocupada pelas peças, os outros 2 cargueiros de munição que lhes correspondem.

– Quando já se tenha lançado mão deste primeiro aprovisionamento de munição (depósitos), o cmt. do pelotão ordena o remuniciamento, em princípio, nas viaturas munição do esquadrão, ou se este recurso não puder ser utilizado recorre aos cargueiros munição do seu escalão.

– Este remuniciamento é executado de acordo com as prescrições da 2ª Parte do R. E. C. C.

CAPÍTULO VI

Escola de Servente de Morteiros

ARTIGO I

GENERALIDADES

103. A instrução a cavalo do servente de morteiros é ministrada de acordo com as prescrições do §  2º aplica-se-lhe, tambem integralmente, tudo o que está estabelecido na escola do cavaleiro a pé (Título I – Capítulo II – 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.).

ARTIGO II

FUNÇÕES DOS SERVENTES

– Nota – Neste artigo só se trata das funções principais dos serventes; as funções de importância menor são indicadas nos artigos referentes às diversas operações necessárias ao serviço da peça.

– De acordo com as funções os serventes tomam as seguintes denominações : apontador, carregador, 1º e 2º municiadores, e remuniciador.

Funções do apontador.

104. Colocar a placa base – Fazer, com auxílio do carregador, uma excavação que tenha na parede posterior uma inclinação aproximada de 45º; colocar a placa base contra esta parede (Fig. 52).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 199 Figura.

– Excepcionalmente (terreno muito duro, necessidade urgente de abrir o fogo), colocar a placa base sobre o solo sem preparação prévia.

– Nos dois casos, se durante o tiro a estabilidade do material se revela insuficiente, o chefe de peça faz colocar sobre a placa base alguns sacos cheios de terra.

105. Montar a peça – Colocar as sapatas das pernas sobre o solo, desenrolar a corrente de afastamento das pernas, levantar a braçadeira suporte e afastá-la das pernas.

– Abrir as pernas, dando-lhes o afastamento conveniente, prender a corrente de afastamento das pernas; colocar as pernas de modo que seu plano fique normal à direção do tiro, e com a travessa articulada à esquerda.

– Dispor o tubo-guia em um plano vertical sensivelmente perpendicular no solo, atuando para isso no corretor de desnivelamento;  prender o fixador do anel movel e verificar se a correção do desnivelamento pode ser feita de uma quantidade sensivelmente igual nos dois sentidos.

– Levantar o parafuso de elevação de 10 a 15 centímetros acionando a manivela de elevação.

– Desatarraxar o fixador da braçadeira-suporte e abri-la.

– Fechar a braçadeira-suporte depois que o carregador nela tenha posto o tubo; colocar o fixador da braçadeira sem atarraxar o parafuso.

– Fazer deslisar a braçadeira sobre o tubo, detê-la entre os traços de referência de maneira que o plano dos pés fique sensivelmente normal ao tubo. Regular, se for necessário, a distância da linha das sapatas das pernas à placa-base; fechar a braçadeira atuando sobre o seu fixador.

106. Colocar o aparelho de pontaria – Tirar o aparelho da estojo; introduzir o encaixe com ranhura no respectivo alojamento e empurrá-lo até o apresilhamento do dente de fixação. Verificar se o aparelho está realmente fixo sobre o reparo.

107. Desmontar a peça – Retirar o aparelho de pontaria empurrando a alavanca de fixação com o polegar direito. Colocá-lo no estojo.

– Colocar o parafuso de elevação sensivelmente no meio do parafuso de direção atuando na manivela de direção.

– Abrir a braçadeira-suporte e fechá-la quando o carregador tenha retirado o tubo, fazer entrar completamente o parafuso elevacão no tubo-guia, introduzir o punho da manivela do parafuso de elevação no seu alojamento feito na braçadeira-suporte (para isso rebater bruscamente a braçadeira-suporte contra o punho; se o trancamento for insuficiente, comprimir a braçadeira-suporte atuando. simultaneamente, sobre a manivela de direção).

– Rebater o punho da manivela de direção sobre o seu alojamento.

108. Inscrever a deriva – O apontador está colocado à esquerda da peca junto do aparelho de pontaria.

– Ao comando: "Prato tanto, Tambor tantol”

Exemplo: "Prato 2, Tambor 120!”

– Segurar o aparelho com a mão esquerda. levantar o prato-movel, com a mão direita empurrando para cima o botão serrilhado.

– Fazer girar o prato-movel no sentido conveniente de maneira a –colocar o índice triangular sobre a graduação 2 do prato das derivas. Soltar o botão serrilhado.

– Fazer girar em seguida o botão de comando do tambor das derivas até que a divisão 120 fique sobre, o índice fixo (5).

– O apontador informa: “Prata 2, Tambor 120!”

109. Corrigir a deriva – O próprio chefe da peça comanda os novos elementos a inscrever no aparelho de pontaria.

– Para isso, efetua na sua caderneta de tiro, os cálculos necessários.

– Transforma, se for o caso, em milésimos, a deriva do momento, soma a esta última a correção a fazer, se o tiro deve ser transportado para a esquerda (ou a subtrai, no caso contrário).

– Se for necessário, transforma esse resultado para inscrevê-lo no prato e tambor.

– Depois dá no apontador as novas indicações a inscrever no prato e no tambor.

__________________________

(5) Terminar o movimento sempre no mesmo sentido; por exemplo, no dos ponteiros de um relógio.

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 201 Tabela.

110. Inscrever a alga.

– Ao comando: “Alça tanto (50º por exemplo)!” – girar o botão ,de comando da alça no sentido conveniente até fazer a coincidência do índice da alça com a divisão 50 (fazer este movimento sempre no mesmo sentido).

– Para as avariações da alça de meio grau utilizar a graduação existente no próprio botão de comando da alça.

– Se for necessário inscrever uma variação de alça de um quarto de grau, colocar o índice fixo, estimadamente, entre duas graduações botão.

– 111. Determinar a alça mínima.

– Apontar tangenciando a máscara, com o colimador especial – manejando para isto a manivela de elevação.

– Colocar a bolha do nivel lateral entre seus índices, girando o botão de comando do índice da alça; ler a graduação em coincidência esse  índice; tomar como alça mínima o valor desta graduação aumentada de 1 (um) grau.

– Inscrever a giz a alça mínima no tubo.

112. Apontar.

– Ao comando: “Sobre tal ponto (6), deriva tanto, alça tanto  – Apontar!” – inscrever no aparelho de pontaria a deriva  e a alça.

– Iniciar a pontaria em direção, à simples vista, deslocando, para isso, o reparo até que a linha direção superior do tubo fique sensivelmente na direção do objetivo.

– Apontar em alcance colocando a bolha do nivel lateral entre seus índices com auxílio da manivela do de elevação.

– Apontar em direção, por meio da manivela de direção e corrigir o desnivelamento colocando a bolha do nivel transversal entre seus índices.

113. Amarração – Estando feita a pontaria, é indispensável fazer a sua amarração quanto :

– a pontaria for feita sobre o próprio objetivo:

– o ponto de referencia for susceptivel de desaparecer durante o tiro;

– a peça estiver em posição desenfiada.

– O ponto de amarração é escolhido pelo apontador. Se não existir nenhum ponto natural que possa ser utilizado, o apontador faz plantar uma baliza de amarração, pelo carregador, a uma vintena de metros da peça (7).

– Para fazer a amarração, o apontador dirige a linha de fé do colimador para o ponto de amarração, sem deslocar o morteiro, situado sobre o tambor ou, se for o caso, sobre o prato e o tambor. A nova deriva que daí resulta torna-se a deriva do momento.

– Terminadas estas operações, o apontador informa: “Apontador, Pronto” – e coloca-se um pouco à retaguarda do morteiro.

Funções do carregador.

114. Montar a peça – Depois de ter retirado a coifa de sola da boca e o escovão:

_______________________

 (6) O próprio objetivo ou um ponto diferente denominado "Ponto de referência” 

(7) Em caso de necessidade. esta distancia pode ser reduzida. Se for preciso, coloca-se a baliza sobre a própria máscara.

– colocar o munhão esférico no alvéolo escolhido na munho-norra (geralmente a do centro), de maneira que os rebaixos do munhão correspondam às orelhas do alvéolo; introduzir o munhão ao alvéolo e girar o tubo de um quarto de volta (esta operação terminada, a linha diretriz traçada sobre o tubo, deve ficar para cima) ;

– colocar o tubo na braçadeira já aberta e apresentada pelo apontador.

115. Desmontar a peça – Logo que a braçadeira for aberta pelo apontador, executar as operações inversas das que foram acima descritas.

Funções do 1º municiador.

116. Preparar a  granada – Verificar a existência do cartucho na cauda da granada; examinar o número de cargas suplementares e sua fixação entre as armas; certificar-se de que as ranhuras de corpo da granada estão limpas : atarraxar então, a espoleta, depois de ter retirado o tampão de latão.

Funções do 2º municiador.

117. Carregar a granada – Introduzir a fundo o cartucho na cauda da granada empurrando-o sobre o culote com o polegar; colocar as cargas suplementares, de acordo com as indicações dadas pelo chefe de peça.

Funções do remuniciador.

118. Carregar a granada – Auxília o 2º municiador a colocar as cargas suplementares; executa o remuniciamento entre a peça o posto de remuniciamento da secção.

CAPÍTULO VII

Escola da peça de Morteiros

ARTIGO I

FORMAÇÕES E MOVIMENTOS DA PEÇA A CAVALO

119. A peça de morteiros é constituida de duas esquadras.

– Os serventes são distribuidos nas esquadras de acordo com a fig. nº 53.

CLBR Vol. 04 Ano 1945 Pág. 203 Figura.

– A esquadra e a peça de morteiros marcham, fazem alto e evoluem em ordem unida e dispersa, de acordo com as prescrições estabelecidas para a esquadra e a peça de metralhadoras.

– No ataque a cavalo entretanto, só carregam os serventes, que se reunem à retaguarda do chefe de peça à voz “Serventes comigo!"

– Os condutores de cargueiros conduzem os seus cargueiros para um local afastado do combate a cavalo, onde fiquem dissimulados ou abrigados, e permanecem em observação para não perderem a ligação com seu chefe.

ARTIGO II

DISPOSIÇÃO PARA O COMBATE A PÉ

120. Quando a peça apeia, os condutores de cargueiros ficam como guarda-cavalos.

– Ao comando: “Combate a pé” – o chefe de peça e os serventes apeam: o apontador e o carregador entregam os seus cavalos ao condutor do 1º cargueiro-peça; o 1º e 2º municiadores carregam seus cavalos ao condutor do cargueiro-munição; o cabo chefe de peça e o remuniciador entregam seus cavalos ao condutor do 2º cargueiro-peça (Fig. 54).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 204 Figura.

– O chefe de peça e os serventes descarregam em seguida o material e formam rapidamente à retaguarda daquele, em coluna por 1, da  seguinte ordem : apontador, carregador. 1º municiador, 2º municiador e remuniciador (Fig. 55) . Avançam em seguida para a primeira posição de abrigo, onde são tomadas as disposições preparatórias para o combate.

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 204 Figura.

– Os condutores conservam-se a cavalo, salvo ordem em contrário.

ARTIGO III

DESCARREGAMENTO DOS CARGUEIROS – TRANSPORTE DO MATERIAL – CARREGAMENTO DO MATERIAL

Descarregamento dos cargueiros – Transporte do material

121. O chefe de peça e os serventes tendo apeado, seus cavalos distribuidos como está prescrito no § l20, ao comando "Combate a pé"

O chefe da peça :

– retira o seu mosquetão  e coloca-o a tiracolo;

– dirige-se para o 2º cargueiro- peça e retira a placa-base, que é transportada à mão, segura pelo punho de transporte, ou nas costas, por meio do respectivo suspensório ;

– põe em forma a sua peça em coluna por 1

O apontador :

– dirige-se para o 1º cargueiro-peça e retira o cavalete;

– conduz o reparo e a bolsa do apontador em bandoleira, aquele à direita e está à esquerda;

O carregador :

– dirige-se para o 1º cargueiro-peça e retira o tubo;

– recebe do remuniciador a caixa. de acessórios;

– transporta o tubo diretamente colocado sobre o ombro ou suspenso por meio da respectiva bandoleira (o escovão cuja extremidade é guarnecida por estopa fica no interior do tubo) ; a caixa de acessórios é conduzida em bandoleira.

O 1º e o 2º municiadores:

– retiram-se os seus mosquetões e os colocam a tiracolo;

– dirigem-se para o cargueiro-munição e cada um retira dois cofres de granadas de capacidade normal.

O remuniciador :

– retira o seu mosquetão e o coloca a tiracolo, dirige-se sucessivamente ao 1º e 2º cargueiros-peça e retira os dois cofres de granadas de grande capacidade;

– eventualmente, conduz um, saco de terra.

Carregamento do material.

122. Ao comando: "Desmontar e carregar!" – O chefe de peça e os serventes retomam o material que tinham descarregado, se dirigern para os cargueiros e carregam o material.

ARTIGO IV

ENTRADA EM POSIÇÃO

– Disposições preparatórias tomadas na posição de abrigo.

– Entrada em posição.

Disposições preparatórias tomadas na posição de abrigo

123. Na iminência da entrada em posição, ao comando; “Preparar para o combate!”

O cabo chefe de peça :

– repete o comando;

– coloca a máscara em posição de alerta;

– fiscaliza as operações executadas pelo apontador e carregador;

– dirige-se para o cmt. da secção e informa “Tal peça, Pronta".

O apontador :

– coloca a máscara em posição de alerta;

– verifica o aparelho de pontaria e dá algumas voltas com as manivelas de elevação e de direção para se certificar do bom funcionamento dos parafusos de elevação e de direção;

O carregador:

– coloca a máscara em posição de alerta;

– verifica a limpeza do tubo e passa-lhe o escovão.

Os 1º e 2º municiadores :

– colocam a máscara em posição de alerta;

– verificam a abertura dos seus cofres.

O remuniciador :

– coloca a  máscara em posição de alerta.

Entrada em posição.

124. O cabo chefe de peça já na posição de bateria, ajoelhado ou deitado, frente para o objetivo e depois de ter recebido do cmt. da secção os elementos iniciais do tiro, comanda ou faz o sinal: "Homem a homem (peça) – Em posição!” :

– fiscaliza a entrada em posição da sua peça, e, principalmente:

– se está bem orientada para o seu objetivo principal;

– se a placa-base está perpendicular à direção geral de tiro e inclinada de 45º;

– se o ângulo está sensivelmente perpendicular à placa-base ;

– se o ângulo formado pela direção do tubo e a da forquilha é aproximadamente, de 90º;

– prepara e anota sobre sua caderneta os elementos de tiro;

 – informa ao cmt. da secção a alça mínima;

– se o fogo não deve ser desencadeado imediatamente, comanda: "Em vigilância!" – faz preparar a posição, organiza o remuniciamento e o serviço de vigilância na peça.

O apontador :

– prepara, auxiliado pelo carregador, a escavação, para  colocação da placa-base (escavação que lhe permita dar uma inclinação aproximada a 45º);

– prepara o reparo para a montagem da peça;

– monta a peça auxiliado pelo carregador;

 – aponta a peça em direção;

– seja sobre o objetivo com Prato 32, Tambor 100;

– seja sobre o ponto de referência designado com a deriva comandada ;

– coloca o tubo com o ângulo 60º, se não foi dada a alça pelo chefe de peça;

– determina a alça mínima;

– dá a alça mínima para o chefe de peça e a inscreve, a giz, sobre o tubo.

O carregador :

– auxilia o apontador na preparação da excavação para a placa base;

– auxilia o apontador na montagem da peça.

O 1º municiador :

– abre os cofres de munição;

– organiza um pequeno depósito de munição à direita da peça.

– entrega os cartuchos ao 2º municiador.

O 2º municiador:

– abre os cofres de munição junto do local em que  se acha o 1° municiador.

– recebe do 1º municiador os cartuchos;

– coloca o cartucho e as cargas suplementares na granada de acordo com as ordens do chefe de peça;

– passa as granadas, já preparadas, ao 1º municiador.

O remuniciador :

– abre os cofres de granadas de grande capacidade junto do local em que se acha o 1° municiador (se para isso receber ordem) ;

– auxilia o 2° municiador a colocar os cartuchos e cargas suplementares nas granadas.

125. Excepcionalmente, se não chegaram à posição todos os serventes e sendo necessário abrir fogo, imediatamente, sobre um objeto aproximado, pode-se atirar com a carga zero somente com o tubo sem a placa-base, fixando o munhão esférico no chão.

Posição dos serventes.

126. Terminado a entrada em posição. o chefe de peça se coloca. na proximidade do morteiro, no ponto mais favoravel para observar o tiro e os servente.

– O apontador fica à esquerda da peça, o carregador, os 1º e 2° municiadores e o remuniciador ficam à direita.

Nota – As entradas em posição executam-se, de acordo com as circunstâncias, seja homem a homem, seja simultaneamente por todos os serventes.

ARTIGO V

MUDANÇA DE POSIÇÃO

127. Para executar um deslocamento de pouca extensão, ao comando: "Desmontar para transportar!”

O cabo chefe de peça:

– repete o comando ;

– reune os remuniciadores;

– fiscaliza a desmontagem da peça e se todo o material foi retomado ;

– retira e conduz a placa-base;

– reune a peça em coluna por 1 e a conduz para a nova posição indicada.

O apontador :

– retira o aparelho de pontaria e o coIoca no respectivo estojo ;

– executa, auxiliado pelo carregador, as operações constantes do § 107;

– retira e conduz o reparo,

O carregador :

– coloca o escovão e a coifa no tubo;

– auxilia o apontador na desmontagem da peça, de acordo com o que está prescrito no § 107;

– retira e conduz o tubo;

– fecha a caixa de acessórios e a conduz.

O 1° municiador :

– auxiliado pelo 2° municiador, retira as espoletas, cartuchos e cargas suplementares das granadas;

– coloca nos cofres as granadas e os artifícios;

– fecha os seus cofres e os conduz.

– O 2°  municiador :

– auxilia o 1° municiador a retirar as espoletas, cartuchos e cargas suplementares das granadas e a colocá-las nos cofres;

– fecha os seus cofres e os conduz.

O remuniciador :

– auxilia a colocação das granadas nos cofres;

– fecha os seus cofres e os conduz.

– Ao comando: “Em posição"! – a peça entra em posição, de acordo com as prescrições do $ 124.

– Se, eventualmente, os cofres de munição ficaram na antiga posição, o remuniciador da peça, auxiliado pelos remuniciadores do grupo extranumerário da secção, os transportam para a nova posição.

128. Quando a mudança de posição exige grande deslocamento, e se o terreno e a situação tática o permitem, o material é conduzido nos cargueiros.

– O chefe de peça, depois de ter feito o sinal: “Avançar os cargueiros” (Capacete ou gorro agitado da direita, para a esquerda), comanda: "Desmontar e carregar!”

– Ao comando : “Desmontar!” – os serventes executam as operações prescritas no § 107 e transportam o material para o local designado pelo chefe de peça, afim de carregar os cargueiros (8).

– Ao comando: “Carregar!” – os serventes carregam os cargueiros.

ARTIGO VI

PREPARAÇÃO DO TIRO

129. Colocação da peça em direção: – A peça é colocada na posição de bateria e em direção e em seguida amarrada. A alça mínima é determinada se necessário.

– Inscrição das derivas e colocação em vigilância. – A peça estando apontada e amarrada, ao comando: "Inscrever a deriva!" – “Vigilância número tal !” – o chefe de peça regista, a deriva de amarração com o número de vigilância.

Modificação de direção.

a) A partir da vigilância – Ao comando : “Vigilância número tal, mais (menos) tanto!” – o chefe de peça modifica, a deriva de vigilância da quantidade prescrita e comanda para o apontador os novos elementos a inscrever no aparelho de pontaria. A pontaria da pega é retificada.

b) A partir de uma direção qualquer: Ao comando: “Mais (menos) tanto!” – o chefe de peça soma ou subtrai dos elementos já inscritos o que foi comandado e determina ao apontador os novos  elementos a inscrever. A pontaria da pega é retificada.

Execução do tiro.

Tiro 1 a 1.

130. Ao comando: "Granada tal, carga tal, espoleta tal, alça tal!” – o 2º mumiciador abre os cofres de munição, retira uma granada, carrega-a e a entrega ao 1º municiador que a prepara e passa ao carregador. Em seguida os municiadores aprestam-se para o preparo das novas granadas comandadas. O apontador inscreve a alça comandada; aponta a peça em alcance e em direção e informa: “Apontador – Pronto!”. O carregador segura a granada pelas estrias da cinta com a mão direita; introduz a cauda da mesma no tubo até que a sua mão toque na boca e informa: “Carregador – Pronto”.

– Ao comando: “Fogo!” – do chefe de peça, o carregador deixa cair a granada e se afasta imediatamente e certifica-se, pela detonação da carga, se o projetil partiu.

______________

(8) Em princípio, o local é a posição de abrigo mais próxima da posição de bateria.

– O tiro é repetido a cada comando de alça.

– Eventualmente a direção é modificada pele comando: “Mais (menos) tanto!” – O apontador informa a deriva resultante do novo comando e aponta o morteiro com a nova deriva.

O chefe de peça controla e anota a nova deriva.

– Ao comando : “Mesmos elementos!” – um novo tiro é feito com todos os elementos anteriores.

131. Tiro de eficácia – Desde que a regulação terminou, o tiro de eficácia é executado por um dos seguintes processos:

a)Tiro com alga única – Ao comando: “Tantas granadas, alça tanto!” – os municiadores preparam o número de granadas comandado.

– O tiro é executado como foi prescrito no $ 130, mas do segundo tiro em diante o carregador introduz a granada no tubo, quando o apontador informa. “Apontador, Pronto” – o que fará depois de certificar-se da partida do tiro anterior e de ter retificado a pontaria.

  O carregador informa em voz alta, ao colocar a granada  no tubo, o seu número de ordem.

b) Tiro com alça única e com ceifa – Ao comando: "Tantas granadas – ceifa simples (dupla) – Alça tanto!” – o tiro é executado como o prescrito em a, porem o apontador não mantem a pontaria em direção logo após o primeiro tiro e, para cada um dos seguintes, da um (dois) giros na manivela de pontaria em direção, para a esquerda.

– Ao comando: “Mesmos elementos!” – o tiro é executado nas mesmas condições, mas ceifando para a direita, e assim sucessivamente.

– Depois da execução do tiro a peça é reapontada, independente de comando.

c) Tiro com alça escalonada: Ao comando: "Tiro escalonado, tantas granadas, alça tanto, escalonamento tanto!” – do cmt. da secção, o chefe de peça repete a primeira alça e em seguida, sucessivamente, quatro novas alças escalonadas da quantidade prescrita. Com cada uma das alças o tiro é executado como o prescrito em a.

d)  Tiro com alça escalonada e com ceifa: “Tiro escalonado, tantas granadas, ceifa simples (dupla), alça tanto, escalonamento tanto!” – o tiro é executado como o prescrito em c, porem, com ceifa simples (dupla) para a esquerda com a primeira alça e logo após para a direita com a segunda e assim sucessivamente.

– Depois da execução do tiro a peça é reapontada, independente de comando.

132. Ao comando: .“Em vigilância número tal!” – do cmt. da secção, o chefe de peça comanda para o apontador a deriva correspondente à vigilância prescrita, a peça e apontada com alça 60º

133. Interrupção e continuação do tiro: – Cessação do fogo – Ao comando : “Suspender fogo!” – o carregador, escova, limpa e lubrifica o cão, se necessário, e logo após o apontador retifica a pontaria. Ao comando: “Continuar o fogo!” – o tiro é reiniciado com os mesmos elementos.

– Os elementos de tiro, se for o caso, são modificados antes do reinicio do fogo.

– Ao comando: “Cessar fogo!” – o carregador limpa o morteiro e coloca a coifa; – o apontador repõe o morteiro em vigilância.

– Se essa operação foi seguida de uma mudança de posição, o chefe da pega (9) comanda: “Cessar foto!” – “Fechar os cofres!” – o carregador e o apontador executam o que foi prescrito para Cessar fogo; os municiadores desarmam e descarregam as granadas e as colocam nos cofres; o pessoal deve ficar em condições para desmontar e transportar o material.

CAPÍTULO VIII

Escola da Secção de Morteiros

ARTIGO I

FORMAÇÕES E MOVIMENTOS DA SECÇÃO A CAVALO

134. A secção de morteiros é constituída de 2 peças e 1 grupo extranumerário, e este é constituido de 2 esquadras sendo os seus homens nelas distribuidos, de acordo com a figura 56.

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 211 Figura

– As formações e evoluções da secção de morteiros em ordem unida dispersa, fazem-se segundo os princípios  e comandos estabelecidos para a secção de metralhadoras, com as restrições feitas na escola da peça de morteiros.

– na formação em batalha o grupo extranumerário Forma uma 3ª fileira que abrange toda a frente da secção.

ARTIGO II

FORMAÇÃO DE COMBATE DO GRUPO DE TIRO – GRUPO DE CAVALOS DE MÃO

135. As prescrições feitas para a secção de metralhadoras são, de maneira geral, aplicaveis à secção de morteiros com as restrições seguintes :

– Ao comando: "Combate a pé!” – as duas peças procedem como está prescrito no § 120.

– A secção apeada forma em uma fileira, ou em linha de peças em, colunas por 1, com ou sem intervalos.

______________

(9) Ou o cmt. da secção.

ARTIGO III

ESCOLA DA SECÇÃO A PÉ

Exercícios de ordem unida

136. Os exercícios de ordem unida da secção teem os mesmos objetivos e são executados segundo os mesmos princípios e comandos estabelecidos para o grupo de combate (§ 368 da 1ª Parte – 2º Vol., R. E. C. C.) .

– Realizam-se sem as peças e o material respectivo, porem com os cavaleiros armados de espada ou mosquetão.

– A secção será constituída com tantas esquadras quantas permita o seu efetivo.

Exercícios de maneabilidade.

137. Os exercícios de maneabilidade da secção de morteiros teem os mesmos princípios e comandos estabelecidos para a secção de metralhadoras.

138. Entrada em posição – Quando a entrada em posição está iminente, o material é descarregado e, em seguida, transportado pelos serventes até a última posição de abrigo, onde são tomadas as disposições preparatórias para o combate, nas condições prescritas no § 123.

– O cmt. de secção reconhece os itinerários, as posições de descarregamento, as posições de abrigo, o objetivo e as posições de bateria.

– Passa, temporariamente, o comando da secção a um dos chefes de peça e avança, acompanhado pelo agente de transmissão e pelo telemetrista, afim de executar o seu reconhecimento. O agente de transmissão leva às peças as indicações relativas aos itinerários ou caminhamentos a seguir, as formações a tomar e as posições de abrigo a ocupar.

139. Depois de ter escolhido a posição de tiro, o cmt. da secção convoca os chefes de peça, designa as posições de bateria, o objetivo a bater, e, eventualmente, os pontos de referência.

– Os chefes de peça avançam rapidamente para as posições indicadas e executam a entrada em posição pelos meios prescritos na escola da peça.

140. A posição de tiro é escolhida de maneira a permitir a dissimulação e a proteção das peças e o desenfiamento dos clarões e da fumaça.

Convem prever, para cada peça, várias posições de tiro afim de que as mudanças de posição sejam rapidamente feitas, se as circunstâncias o exigirem. O intervalo entre as peças deve ser suficiente para diminuir a sua vulnerabilidade e permitir ao cmt. de secção o exercício do comando nas melhores condições.

141. Remuniciamento – A rapidez de tiro dos morteiros, a fraca dotação de munição e a carga importante que representa, são fatores que dão ao remuniciamento das unidades de morteiros um aspecto particular e da maior importância.

– O remuniciamento da secção de morteiros é feita de acordo com os princípios expostos na 2ª Parte do R. E. C. C.

– Em princípio, o cmt. da secção constitue, com a munição transportada pelos cargueiros do grupo extranumerário, um depósito avançado de munições denominado “Posto de remuniciamento” Geralmente este posto é estabelecido na última posição de abrigo.

 – O cabo cmt. do escalão da secção é o responsável pelo municiamento.

– Os remuniciadores das peças fazem a ligação entre as peças e o "Posto de Remuniciamento"; os remuniciados do grupo extranumerário auxiliados, se necessário, por cavaleiros das unidades vizinhas, executam o remuniciamento entre o "Posto de Remuniciamento" e o "Depósito Principal", constituído pela munição transportada no T. C. do Esquadrão.

– Tanto quanto possível o remuniciamento entre o "Posto de Remuniciamento" e o "Depósito Principal" é executado pelos cargueiros-munição do grupo extranumerário, conduzidos pelos remuniciadores a pé (Fig. 57).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 213 Figura

ARTIGO IV

PREPARAÇÃO E  EXECUÇÃO DO TIRO

Preparação do tiro

142. A unidade de execução do fogo é a secção que age sempre por concentração das duas peças sobre o mesmo objetivo.

– A preparação do tiro, a regulação e a conduta do fogo são da alçada do cmt. da secção.

Execução do tiro.

143. O feixe é levado sobre o objetivo pelo comando “Vigilância número tal, mais (menos) tanto!” – depois a 2ª peça é posta em convergência pelo comando : “2ª peça, menos tantol” – (isto se a segunda peça estiver à esquerda).

– A regulação é em seguida conduzida, peça por peça.

– Salvo indicação contrária do cmt. da secção a 2ª peça acompanha as modificações de derivas prescritas, durante a regulação, para a peça diretriz.

144. A indicação da alça pelo cmt. da secção constitue normalmente o comando para a execução do fogo.

– Quando o cmt. da secção quer comandar pessoalmente, dá a indicação: “Fogo ao meu comando!” – antes do comando : “Alça tanto!” À informação: “Apontador, Pronto!” do apontador, os chefes de peças levantam o braço verticalmente para prevenir o cmt. da secção, e informam : “Tal peça, Pronta”. Ao comando "Fogo!” do cmt. da secção, o mecanismo de tiro prescrito é executado.

– Se, depois de tal tiro, o cmt. da secção quer voltar a execução normal do mesmo, comanda : “Fogo normal!”.

145. O tiro de eficácia é desencadeado pelo cmt. da secção com as 2 peças, seja simultaneamente, seja sucessivamente. Neste último caso, o cmt. da secção indica a ordem na qual as peças devem atirar.

146. No caso do tiro mascarado, os chefes de peça informam ao cmt. da secção, logo que for possível, a alça mínima correspondente à posição de tiro da peça.

Interrupção e continuação do tiro – Cessação do fogo – Mudança de posição.

147. Se o cmt. da secção quer interromper o tiro comanda : “Tal peça (as 2 peças), suspender fogo (cessar fogo)!” – os chefes de peça repetem o comando o os serventes executam as operações prescritas no § 133.

148. Se, depois de ter comandado : “Suspender fogo!” – o cmt. da secção quer continuá-lo comanda : “Tal peça (2 peças) continuar fogo!” – o fogo é reiniciado com os elementos de tiro utilizados no momento da suspensão do mesmo.

149. Se o cmt. da secção julga conveniente modificar esses elementos, comanda: (para a modificação de alça por exemplo) : “tal peça (2 peças), alça tanto – Continuar o fogo!”

150. Para fazer recomeçar o fogo depois de ter comandado: “Cessar fogo!” – o cmt. da secção deve dar os elementos iniciais do tiro, mesmo quando tais elementos não tenham sofrido variação.

151. Se a cessação do fogo tiver que ser seguida de uma mudança de posição, o cmt. da secção comanda : “Cessar fogo – Mudança de posição!” – os chefes de peça fazem executar as operações prescritas no § 127 ou 128 e reunem-se, em seguida, ao cmt. da secção que lhes dá todas as indicações relativas à mudança de posição.

 

ARTIGO V

EXEMPLO DE TIRO

152. O exemplo seguinte indica os comandos a dar pelos cmts. de secção e pelos chefes de peças (10) e resume as operações a executas pelos serventes durante o tiro.

TIRO COM PONTARIA OU TIRO MASCARADO

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 215 a 217 Figura.

Nota – Durante a execução dos tiros de regulação, assim como durante a execução dos de eficácia, o apontador e o carregador observam rigorosamente as seguintes prescrições:

– Apontador:

Antes de informar: “Apontador, pronto”, se certifica:

1º Que a granada, que foi introduzida no tubo tenha partido; para isso, o apontador presta atenção na detonação que se produz ao partir a granada. (Durante o tiro é proibido ao pessoal servente colocar a cabeça na boca do tubo para examinar a alma da peça).

– Em caso de incidente o apontador, auxiliado pelo carregador, procede como está prescrito na, Instrução Técnica, para o Morteiro.

2º Que a deriva seja inscrita corretamente, assim como a alça e que as bolhas dos niveis estejam entre os respectivos indices (11).

3º Que a linha de fé do colimador esteja na direção do ponto de pontaria, se for o caso, e que a alça comandada seja maior do que a alça mínima (11).

– Carregador:

Como o apontador, o carregador presta toda a atenção na partida de cada granada, e eventualmente nas falhas de percussão, para não introduzir uma nova grarada no tubo senão depois da saida da anterior e principalmente depois da informação: "Apontador, Pronto", dada pelo apontador.

(11) Essas operações são de natureza a diminuir a velocidade do tiro que se está realizando com o material, durante um tiro de eficácia. São no entanto indispensaveis para explorar ao máximo a precisão que o aparelho de pontaria permite obter com o Morteiro.

CAPÍTULO IX

Escola do Pelotão de Morteiros

ARTIGO I

FORMAÇÃO E MOVIMENTOS DO PELOTÃO A CAVALO

153. O pelolão de morteiros, é constituido de 2 secções de morteiros e de 1 secção extra idêntica à do pelotão de metralhadoras.

– As formações e evoluções do pelotão de morteiros, em ordem unida e dispersa, fazem-se segundo os princípios e comandos estabelecidos para o pelotão de metralhadoras.

– Na formação em batalha a secção extranumerária forma uma 4ª fileira à retaguarda da 1ª esquadra da 2ª secção.

ARTIGO II

FORMAÇÃO DOS COMBATENTES A PÉ – GRUPO DE CAVALOS DE MÃO

154. As prescrições estabelecidas para o pelotão de metralhadoras são, em princípio, aplicaveis ao pelotão de morteiros.

– Ao comando: “Combate a pé” – as duas secções procedem como está prescrito na escola da secção.

– O pelotão apeado forma em linha de secções (peças juxtapostas em coluna por 1), com ou sem intervalos.

ARTIGO III

ESCOLA DO PELOTÃO A PÉ

Exercícios de  ordem unida

155. Os exercícios de  ordem unida do pelotão teem os mesmos objetivos e são executados segundo os mesmos princípios e comandos estabelecidos para o pelotão de fuzileiros (§§ 461 a 464 da 1ª Parte. – 2º Vol., do R. E. C. C.).

– Realizam-se sem as peças e o material respectivos; porem os cavaleiros são armados de espada ou mosquetão.

– O pelotão será constituído, em princípio, de 2 secções.

Exercicios de mancabilidade.

156. Os exercícios de mancabilidade do pelotão de morteiros teem o mesmo objetivo e são executados seguindo os mesmos princípios e comandos estabelecidos para o pelotão de metralhadoras:

– As formações mais empregadas na marcha de aproximação do pelotão são a coluna de secções é a linha de secções, com distâncias e intervalos variaveis; as secções poderão formar em coluna ou em linha de peças.

157. Entrada em posição: – Execução do tiro: Nota – A secção de morteiro é a unidade de execução do fogo; conclue-se daí que o pelotão de morteiros é empregado, normalmente, por secções isoladas cada uma com sua missão particular. Só excepcionalmente as 2 secções serão empregadas grupadas; as prescrições que se seguem aplicam-se a este caso especial.

– Quando o engajamento está iminente, a entrada em posição e o tiro executam-se como foi prescrito nos artigos III e IV da escola da secção de morteiros.

– O cmt. do pelotão dá a missão de cada secção; orienta os cmts. da secção sobre a escolha dos itinerários, posições de descarregamento, posições de abrigo, posições de bateria; designa os objetivos a bater condições do tiro (modo de regulação, natureza do tiro de eficácia, intensidade do fogo, etc...).

158. Se as 2 secções devem bater o mesmo objetivo, o cmt. Do pelotão indica a ordem em que cada uma deve regular o tito; geralmente fica junto da secção que executa a regulação para observá-la.

– Quando o terreno impõe a posição das peças umas ao lado das outras e houver possibilidade de colocá-las em condições sensivelmente análogas, o cmt. do pelotão pode avocar a si o comando do tiro.

– O tiro é regulado em cada secção como está prescrito na Instrução Técnica para os Morteiros. O tiro de eficácia é desencadeado, por todas as peças, seja simultaneamente, seja sucessivamente, de acordo com as ordens do cmt. do pelotão.

CAPÍTULO X

Escola do Esquadrão de Metralhadoras e Engenhos

ARTIGO I

GENERALIDADES

159. A escola do esquadrão de metralhadoras e de engenhos tem por objetivos exercitar os pelotões a executar em conjunto tudo o que aprenderam separadamente e ensinar ao esquadrão todos os movimentos necessários ao seu emprego isoladamente no âmbito do Regimento, ou em ligação com uma unidade do Regimento.

– O esquadrão de metralhadoras e de engenhos emprega frequentemente a ordem dispersa.

– Para reunir-se e evoluir, em ordem unida ou dispersa, o esquadrão de metralhadoras e engenhos pode formar em linha de pelotões ou em coluna de pelotões com intervalos e distâncias variaveis. Os pelotões de morteiros e de canhões contra carros adaptam-se às andaduras e aos movimentos dos pelotões de metralhadoras, na proporção que lhes permitam sua, própria mobilidade, o peso e as condições de emprego do material.

– Quando podem evoluir conjuntamente com as outras unidades do esquadrão, ficam, em princípio, colocados à esquerda nas formações em linha e na cauda nas formações em coluna.

– Todas as prescrições gerais do Título V da 1ª Parte – 2º Vol., do R. E. C. C., são aplicaveis ao esquadrão de metralhadoras e engenhos: designação dos pelotões durante os movimentos: processos de comando; conduta do esquadrão; dos pelotões; treinamento dos tenentes no comando do esquadrão e dos sargentos no comando

– Quando o esquadrão de metralhadoras e de engenhos fica sob as ordens diretas do coronel ou é posto à disposição de uma unidade, o capitão metralhador marcha com o coronel ou o cmt, da unidade a que reforça; o cmt. de pelotão mais antigo torna-se guia do esquadrão; dispõe, durante as evoluções, dos agentes de transmissão orgânicos dos pelotões.

– O pessoal de comando do esquadrão marcha com o pelotão de comando do Regimento ou com o grupo de comando da unidade a cuja disposição está o esquadrão, no lugar que lhe for determinado.

– Quando o capitão metralhador se destaca é acompanhado pelo seu grupo de comando.

160. O pelotão extranumerário do esquadrão de metralhadoras e engenhos, comandado por um sub-tenente que acompanha sempre o capitão, compreende:

1º) o grupo de comando assim constituido:

– 1 terceiro sargento observador, cmt. do grupo;

– 1 cabo observador;

– 4 soldados observadores;

– 1 cabo sinaleiro;

– 4 soldados sinaleiros;

– 4 soldados clarins, dos quais um acompanha sempre o capitão;

– 1 cabo sapador;

– 4 soldados sapadores;

– 2 soldados agentes de transmissão;

– 1 soldado de saude;

– 1 saldado ordenança e

– 1 cabo furriel.

2º) o grupo do T. C. assim constituido:

– 1 primeiro sargento arquivista, cmt. do grupo,

– 1 terceiro sargento furriel; cerra-fila do grupo;

– 1 cabo condutor, auxiliar do cmt. do grupo e responsavel tecnicamente pelas viaturas e pela marcha do T. C.;

– o 1º sub-grupo comandado pelo cabo do rancho e compreendendo:

– 1 viatura cozinha;

– 1 viatura água;

– 3 viaturas víveres e forragem;

– 1 viatura bagagem e arquivo conduzidas cada uma por um condutor e nas quais são transportados, respectivamente, 2 soldados cozinheiros, 2 soldados seleiros-correeiros, 1 soldado sapateiro e 1 soldado alfaiate (1 em cada viatura).

– o 2º sub-grupo, comandado pelo 3º sargento do material bélico, auxiliado pelo cabo armeiro e compreendendo:

– 4 viaturas de munição para metralhadoras;

– 2 viaturas de munição para morteiro conduzidas cada uma por um condutor.

– o 3º sub-grupo, comandado por um cabo ferrador e compreendendo;

– 1 viatura forja, conduzida por um condutor e

– 4 soldados ferradores.

– O grupo de comando é fracionado em quatro esquadras (fig. 58), aplicando-se ao mesmo as prescrições da 1ª parte – 2º Vol. do R. E. C. C., relativas ao grupo de comando dos esquadrões de fuzileiros.

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 221 e 222 Figura.

– O grupo do T. C. é fracionado em 3 sub-grupos e adota, segundo as circunstâncias, as seguintes formações (12) :

  coluna de viaturas (Fig. 59):

(12) O grupo do T. C. só forma em ocasiões excepcionais tais como: marchas táticas; formaturas em ordem de marcha; etc...

– coluna dupla de viaturas (Fig. 60);

         linha de viaturas (Fig. 61).

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 222 Figura.

ARTIGO II

O ESQUADRÃO DE METRALHADORAS E ENGENHOS A CAVALO

A) Exercícios de ordem unida

– Formatura;

– Linha de pelotões por 3;

– Linha de pelotões por esquadras por 1, juxtapostas;

– Formação em batalha;

– Marcha em batalha;

– Desenvolvimentos;

– Coluna por 3 ou por 2;

– Alinhamento;

– Abrir e unir fileiras;

– Recuar;

– Coluna de peças em batalha.

Formatura.

161. A formatura do esquadrão de metralhadoras e engenhos sé executa em linha de pelotões por 3 e de acordo com as prescrições do § 498 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.

Linha de pelotões por 3.

162. A linha de pelotões por 3 é a formação normal de manobra.

– Oferece a vantagem de apresentar os 4 cmts. de pelotões à frente do esquadrão, ao alcance do capitão, e facilita os movimentos em qualquer terreno e a passagem rápida para uma formação de ordem dispersa.

– Os pelotões em coluna por 3, no mesmo alinhamento, guardam entre si intervalos necessários ao seu desenvolvimento (30 m).

– As prescrições do § 499 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C., aplicam-se integralmente ao esquadrão de metralhadoras e engenhos.

Linha de pelotões por esquadras por 1, juxtapostas.

163. Esta formação é tomada ao comando: “Linha de pelotões por esquadras por 1, juxtapostas (andadura) – Marchel e de acordo com as prescrições do § 500 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.

Formação em batalha – Marcha em batalha – Desenvolvimento.

164. O esquadrão de metralhadoras e engenhos não ataca a cavalo. Excepcionalmente, os Pelotões ou secções serão empregados ao combate a cavalo de acordo com as prescrições estabelecidas nas respectivas escolas.

– A formação em batalha do esquadrão é, pois, destinada exclusivamente às revistas e paradas.

– São aplicaveis ao esquadrão de metralhadoras as prescrições dos §§ 502, 503 e 504 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.

– As demais formações e movimentos do esquadrão de metralhadoras e engenhos (coluna por 3 ou por 2 alinhamento. abrir e unir fileiras, recuar, colunas de peças em batalha) obedecam às prescrições feitas nos §§ 505, 506. 507, 508 e 509, da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.

B) EXERCÍCIO DE ORDEM DISPERSA

165. Nas evoluções em ordem dispersa, o pessoal de comando a segue o capitão a cerca de 12 m.

– O esquadrão de metralhadoras e engenhos se dispersa:

– em profundidade (coluna de pelotões);

– em largura (linha de pelotões);

– de acordo com os princípios e comandos prescritos nos §§ 514 e 545 da 1ª Parte – 2º Vol. do R. E. C. C.

Dispersão a vontade.

166. Em caso de surpresa por tiros de Artilharia ou Aviação, ao comando: “Por petotões, à vontade – Dispersão” – os cmts. De pelotões dirigem-se rapidamente em direções diferentes tomando formações dispersas.

 – O grupo de comando acompanha o capitão.

– Em caso de ataque por aviões voando baixo as unidades de metralhadoras designadas entram em ação.

167. Nas evoluções em ordem dispersa, os pelotões de morteiro de canhão contra carros nem sempre poderão conservar seus lugares com os intervalos e distâncias fixadas, como os pelotões de metralhadoras.

– Neste caso regularão seus movimentos de acordo com a mobilidade do material.

ARTIGO III

FORMAÇÕES DOS COMBATENTES A PÉ – GRUPO DE CAVALOS DE MÃO

Escalão

168. O cmt. do esquadrão de metralhadoras e engenhos prepara o, engajamento dos seus pelotões de acordo com a missão recebida. Executa ou faz executar todos os reconhecimentos necessários para escolha dos itinerários e posições de descarregamento, de abrigo e de tiro, organiza as ligações e prevê o remuniciamento.

– Faz conduzir o esquadrão para o local ou região em que seja  possivel executar o descarregamento do material.

– Quando não for possivel deixar os cavalos de mão à disposição direta dos pelotões, reune em um ponto fixado pelo capitão, sob o comando de um graduado. Este último fica subordinado ao oficial cmt. do grupo de cavalos de mão do regimento ou da unidade que emprega o esquadrão de metralhadoras.

As viaturas de munição constituem o escalão do esquadrão e ficam sob as ordens de um sargento; em princípio, marcham e estacionam, durante o combate, com o T. C. do regimento. O cmt. do escalão tem o dever de permanecer em ligação constante com o capitão, afim de permitir o máximo de facilidades na execução do remuniciamento.

ARTIGO IV

O ESQUADRÃO DE METRALHADORAS E ENGENHOS A PÉ

A) EXERCÍCIOS DE ORDEM UNIDA

169. O esquadrão de metralhadoras e engenhos forma e evolue a pé, em ordem unida, obedecendo aos princípios estabecidos para o esquadrão de fuzileiros (Título V – Capítulo lll – Artigo l, da 1ª Parte – 2º Vol.. do R. E. C. C.).

B) EXERCÍCIOS DE MANEABILIDADE

170. Os princípios expostos nas escolas da peça, secção e pelotões de metralhadoras e no Título V – Capitulo III – Artigo Il, da 1ª Parte – 2º Vol., do R. E. C. C., aplicam-se ao esquadrão de metralhadoras e engenhos.

– O capitão e os cmts. de pelotão se comportam de acordo com as prescrições § 528 da 1ª Parte – 2º Vol., do R. E. C. C.

Formações de aproximação.

171. As formações de aproximação derivam da coluna dupla, da linha ou da coluna de pelotões.

– O capitão fixa as distâncias e intervalos a tomar entre os pelotões.

– Os pelotões adotam as formações mais adequadas ao terreno e às circunstâncias.

Rio de Janeiro, 12 de maio de 1941. – Eurico G. Dutra.

CLBR Vol. 04 Ano 1941 Pág. 225 Figura.