PROCLAMAÇÃO - DE 12 DE JANEIRO DE 1822
Recommenda União e Tranqüillidade.
HABITANTES DO RIO DE JANEIRO.
Quando a causa Publica e segurança Nacional exigem que se tomem medidas tão imperiosas como as há pouco tomadas por Mim, é obrigação do Povo confiar no Governo. Habitantes desta Província, a representação por vós respeitosamente levada a Minha Real Presença, e por Mim aceita de tão bom grado, está tão longe de ser um principio de separação, que ella vae unir com laços indissoluveis o Brazil a Portugal. A desconfiança excitada entre a Tropa da mesma Nação (que horror!!!) tem feito com que algumas cabeças esquentadas, e homens perversos, inimigos da união de ambos os hemispherios, tenham machinado quanto podem para vos illudirem, já vocal, já por escripto: não vos deixeis enganar; persisti sempre inabaláveis na tenção, que tendes de vos immortalisardes conjunctamente com toda a Nação; sêde Constitucionaes perpetuamente; não penseis em separação, nem levemente; se isso fizerdes, não conteis com a Minha Pessoa; porque ella não autorizará senão acções, que sejam baseficadas sobre a honra da Nação em geral, e sua em particular.
Portanto, eu repito o que vos disse no dia 9 do corrente, e sobre que Me fundei para aceitar a vossa Representação; UNIÃO E TRANQUILLIDADE.
Com União sereis felizes, com Tranqüillidade felicíssimos. Quem pretende (e não conseguirá) desunir-vos, quer excitar, e excita idéas tão execrandas, antipoliticas e anticonstitucionaes entre vós, de certo está assalariado com dinheiro, que entre nós se não cunha; e quem não quer tranqüillidade, são aquelles que no seio della nunca seriam reputados senão como homens vis e infames. Vós sois briosos, Eu constante. Vós quereis o bem, Eu abraço-o. Vós tendes confiança em Mim, Eu em vós; seremos felizes.
O Norte que devemos seguir em primeiro logar, é a honra; e dahi para diante, tudo quanto della descenda.
Conto com a vossa honra; Confio em vós; contai com a Minha firmeza.
PRINCIPE REGENTE.