O SR. FLÁVIO BOLSONARO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RJ. Pela ordem.) – Presidente, independentemente do que venha a se desdobrar desse sumiço do Bruno Pereira e do Dom Phillips – é óbvio que todos nós torcemos para que eles sejam encontrados com vida –, é importante ressaltar que o Governo Federal lançou mão de todos os recursos que estavam à sua disposição. São mais de 200 militares, são policiais federais, agentes da Funai, em sintonia com as forças policiais do Estado do Amazonas fazendo essa grande operação de busca. É óbvio que há uma angústia enquanto não se tem uma confirmação, seja para que lado for, mas, para deixar aqui a mensagem que é óbvio que o Governo não está fazendo pouco caso, como alguns têm dito... Inclusive, alguns começam a politizar um drama como esse, não apenas alguns Senadores, mas parte da imprensa, querendo vincular um fato angustiante como esse a alguma com o Presidente Bolsonaro, que, repito, colocou todos os instrumentos, recursos humanos e materiais à disposição para que pudéssemos fazer essa grande operação lá e – mais uma vez, se Deus quiser – encontrar as pessoas com vida, porque esta é uma pauta, Presidente Rodrigo Pacheco, que une todos nós, independentemente de partido: o combate ao crime organizado, que é o grande problema daquela região.     Nós temos ilhas de exclusão em todos os estados aqui representados no Senado Federal. Se há problemas no Rio de Janeiro, áreas conflagradas onde só a polícia entra com forte aparato de repressão, imaginem no Estado do Amazonas, que possui áreas absolutamente inóspitas, de dificílimo acesso e, obviamente, isso não é de agora, do Governo atual, isso é histórico, como foi colocado aqui também, há uma dificuldade de recursos humanos para monitorar uma área tão grande. (Soa a campainha.)     O SR. FLÁVIO BOLSONARO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RJ) – E ali há, sim, o problema de crime organizado.     E digo mais, Presidente, esta Casa também tem um papel importante, e eu acho que é uma forma de se combater a extração ilegal de ouro e a extração ilegal de madeira, que é dar regras mais claras para esse tipo de atividades, para que possa haver a exploração com responsabilidade ambiental, como acontece em diversos locais. Lá em Minas Gerais, por exemplo, temos um caso concreto que mostra que é possível fazer a exploração mediante uma regulamentação. Então, mais uma vez aqui, Presidente, quero dizer que também estou à disposição para compor essa grande frente ampla.     E só para dar uma ideia a quem está nos assistindo de como é a realidade de locais ali onde há exploração ilegal de madeira: a pessoa tem um terreno que vale R$10 milhões que está cheio de árvores; chega alguém desse crime organizado e oferece extrair as madeiras daquele terreno... (Interrupção do som.) (Soa a campainha.)     O SR. FLÁVIO BOLSONARO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RJ) – ... pagando, vamos supor, mais R$8 milhões ou R$10 milhões. O proprietário acaba aceitando correr o risco de extraírem a madeira daquele terreno, porque o terreno sem essas árvores acaba valendo R$80 milhões, R$90 milhões. Como é que se evita isso? É com fiscalização, e o Governo do Presidente Bolsonaro, mesmo com o que alguns gostam de desconsiderar, que passamos por dois anos e meio de pandemia... Isso inviabiliza qualquer planejamento, mas, mesmo assim, não faltam esforços do Governo para fazer convocações de pessoas que passaram em concursos públicos para a Polícia Federal, para a Polícia Rodoviária Federal. Há todo um suporte que o Governo dá nessa área indígena, não apenas com a questão da vacina, mas com alimentação, com inclusão mediante programa de wi-fi que leva inclusive educação à distância para as tribos mais isoladas. Há um permanente contato do Governo Federal para dar suporte aos indígenas. Então... (Soa a campainha.)     O SR. FLÁVIO BOLSONARO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RJ) – ... é apenas para combater essa tentativa de politizar um caso como esse e, mais uma vez, prestar minha solidariedade às famílias do Bruno e do Dom.